
18.08.2000 a 20.11.2001
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18/08/2000
- 1º DIA DE SITE "NO AR" - ´MÚSICA DE ABERTURA

ROMANA DELL'ANIMA - 41 DIAS




Bem, quero
aqui aproveitar esta coluna inicialmente para
agradecimentos e elogios :
1 - Para
Rosivaldo Barbosa Maciel ( Brasília ), principalmente
pela grande amizade e contar hoje em minha criação com
Romana e Sodon.
2 - Para o
Aurélio que juntamente com o Rosivaldo, abriu as portas
do seu Allevamento para mim, quanto a Romana e
Sodon.
3 - Para o
Luiz Marra, pela amizade e acolhida calorosa em sua
casa.
4 - Para a
Soman, nas pessoas do Enrique Graziano, Marra, Daniel e
Simone, que trabalham incessantemente para a
realização
da 3ª exposição especializada da raça.
5 - Para o
Allevamento Villa Setti, pelos investimentos feitos,
trazendo cães de alto nível para o Brasil.
6 - Para o
Marco Motta, um criador que, entre outros, produziu o
fabuloso Bruno Montes de Calabria, e me apresentou os
amigos de Brasília.
7- Para o
Enrique Graziano, " a mola mestra " da criação do
mastino napoletano no Brasil, sempre compartilhando seus
conhecimentos e experiências com os demais criadores.
8 - Para o
Dutra que vem fazendo experiências incríveis em
cruzamentos, com diversas linhas de sangue, viajando
suas cadelas de norte a sul do Brasil.
9 - Para o
Renato com certeza fará muito pela criação no nordeste,
não deixando o Marco tão isolado por lá.
10 -
Criadores que me receberam tão bem em suas casas :
10.1- do
estado de São Paulo: Vito, Reginaldo, Henrique, Osmar e
Dona Olga;
10.2-
criadores de Brasília: Marcelo, José Carlos, Márcio e
Nelson;
10.3 -
criador de Barra Mansa - RJ, Francisco Serpa.
10.3 -
outros criadores citados aqui e não citados (por
lapso)que também me receberão em suas
residências de "
braços abertos ".
O meu muito
obrigado.
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18 de agosto de 2.000
- Entrevista nº 1
Espaço destinado a entrevistas ou opiniões de criadores
ou amantes da raça, com espaço livre para abordarem
qualquer tema .
Tudo o quer for respondido serão de única e inteira responsabilidade
do entrevistado.
Entrevistado : Rosivaldo Barbosa Maciel, Brasília – DF.
1 - Quando e porquê você começou a criar o Mastino
Napoletano?
Amigo
Guilherme, é um prazer participar desta abertura.
desde que me entendo por gente, gosto de
bichos e da natureza, em especial, de cães. Comecei
com
o "vira latas", amigos que jamais esquecerei, e
gostaria de aproveitar este valioso espaço e a
oportunidade que está me dando para homenagiá-los. Uma
viralatinha a minha primeira cachorrinha,
chamada Bete (Betinha),
a Suzi (Suzinha), o Max (Pastor Alemão), o Ravel que foi
o meu primeiro mastino
e todos os outros que passaram
pela minha vida e que foram motivos de muitas alegrias,
e deixaram muitas saudades.
Como já disse, criei de tudo, mas achava que
já tinha me definido com o Fila Brasileiro quando vi o
primeiro mastino no final da década de 80. Me deparei
diante daquela coisa assustadora e bonita ao mesmo
tempo, que estava com um colega meu. Procurei saber
sobre a raça, e fui informado que era proveniente da
Itália e que haviam poucos exemplares no Brasil. Deste
dia em diante não deixei mais de buscar informações, e
passei anos procurando saber mais da raça, e quanto mais
buscava, aumentava mais o desejo de
conseguir um, só que
não como o primeiro que vi, mas como os exemplares
que surgiram na Itália, depois em outros países como o
Brasil e resto do mundo, e que deixaram uma grande
contribuição, sendo que alguns destes foram tão
importantes que serão eternamente vivos em nossa
memória.
2 - O que mais admira
nesta raça?
Esta é uma raça que na minha opinião causa
esse impacto e essa admiração pela aparência, mas ao
aproximarmos descobrimos que esta é apenas uma das
muitas qualidades que esta raça tem, a exemplo do
temperamento, que não dá para comparar com nenhuma outra
raça, e de sua história ao longo de milhares de anos que
vale muito pesquisar, principalmente por aqueles que
ainda não a conhecem.
3 - Qual é hoje o seu principal objetivo na
criação?
O principal, é poder contribuir para o
crescimento (correção de alguns defeitos que a raça
carrega ao longo do tempo), divulgação e informação, me
juntando aos que querem realmente fazer um bom trabalho
em benefício da raça, para que possamos um dia tornar os
nossos cães aqui do Brasil tão importantes quanto os que
se tornaram verdadeiras lendas, mas com a marca Made in
Brasil.
4 - Na sua viagem a
Itália, qual cão ou cães te chamaram mais a atenção?
Eu gostaria de citar alguns, mas não só os
que vi na viagem que fiz, porque seria pouco, e eu não
poderia deixar de citar alguns nomes, até para ilustrar
melhor o que estou contando. Guaglione, Zero di Ponzano,
Zeta di Ponzano, Rosco di Ponzando, Mosè, Campagnola
della Grotta Azzurra, Hatrim della Grotta Azzurra,
Frazier della Grotta Azzurra, Taison della Grotta
Azzurra (pai e filho), Bruno de Paduano, Sansone (Baffone),
Febla, Ombrone di Ponzano, Barone del Nolano, Sara della
Grotta Azzurra, Etrusco, Tazio de Ponzano Rush, Carnera
e outros.
4.1 - Qual método de criação deles,
te chamou mais atenção em que aspecto?
O método de criação é bem rústico, e o que
me chamou mais a atenção, é que eles acasalam
animais
muito mais pesados que os nossos com facilidade.
4.2
- Em qual nível de
criação estamos no Brasil comparado a Itália?
O nível de criação no Brasil cresceu
bastante, há um investimento muito alto por parte dos
criadores,
no que diz respeito a dedicação e
desprendimento de recursos próprios para a aquisição de
exemplares melhores, ao contrário da criação italiana
que não tem um investimento financeiro alto em sua
criação, mas contam com mais experiência, opções de
cruzamentos, e muito mais cães, principalmente cadelas.
Eu acho que a raça tende a crescer bastante nos próximos
anos, pois temos cães melhores do que a anos atrás. Mais
ainda estamos distantes da criação Italiana, apesar
de já termos alguns cães do mesmo nível.
5
- E o fabuloso Bruno
Montes de Calábria, como está? O que tem a dizer para
muitos fofoqueiros que diziam que o cachorro era
estéril? O que eles estão dizendo agora?
Graças a Deus ele vai bem, hoje está com
quase 05 anos e realmente demorei um pouco para efetuar
os cruzamentos, em função de não termos tido aqui em
Brasília, cadelas com características que considero
imprescindíveis, o que resultou no descontentamento de
alguns aqui, possuidores dessas "cadelas", que em vez de
Buscar a melhoria da raça, preferiram inventar essa
grande mentira. Hoje o Bruno tem algumas ninhadas, e
tenho ouvido bons comentários sobre seus filhotes, e
tenho cada vez mais a certeza de que valeu esperar.
6 - Bem, não poderia
deixar de perguntar também sobre a Vênus, Filha de Tyson
Della Grotta Azzurra, ela já cruzou alguma vez? Andam
dizendo dela a mesma coisa que diziam do Bruno?
A Vênus nunca cruzou, passou por três
inseminações artificiais, o que não se pode afirmar se o
problema de não ter tido cria, seria da cadela ou do
método de inseminação, o que sabemos, é que ainda
estamos engatinhando no que se refere a inseminação, por
isso acho de uma irresponsabilidade muito grande
daqueles que estão afirmando tal coisa, pois essas
pessoas jamais viram ou fizeram qualquer tipo de exame
em minha cadela, e deveriam se preocupar com a sua
"criação", que não deve ser grande coisa, ao em vez de
ficar preocupado com o cachorro dos outros.
7
- E a Somam, o que
tem a dizer?
A Somam foi a melhor coisa que aconteceu
para o Mastino no Brasil, e está muito bem
representada
pelo Enrique, que ao contrário de outros, tem dedicado o
seu precioso tempo em prol desta
raça, trazendo
informações, promovendo este encontro que sem dúvida tem
acrescentado bastante, incentivando a nós
todos a
buscarmos melhoria e a lutarmos com diguinidade na busca
do bom cão, que é o que todo mundo deseja.
Eu acho que a
partir de agora com a Somam tendo associados em
praticamente todas as regiões do país
e cada um
contribuindo de alguma forma, será possível desenvolver
um bom trabalho.
8
- Faça suas considerações
finais, aborde qualquer tema.
A
todos os Mastinaros, HOMENAGEM a Dom Paulino
Scotti
Que a humildade e honestidade deste
homem, sirva de exemplo para todos nós criadores do
Mastino Napoletano, pois boa parte do somos ou temos na
criação do mastino devemos a ele, que soube representar
tão bem esta raça.
Valeu Don Paolino, com certeza já
escreveu sua página na história do mastino, e que todos
nós criadores possamos honrar esta valiosa herança que
você, o Piero e o Querci nos deixaram, e que sem
dúvida
é a razão de muitos de nós.
Descanse em paz.
À você
Guilherme, parabéns pela página, mais uma vez obrigado
pela oportunidade, e gostaria de te
desejar boa sorte na
sua criação, e acredito que você vai longe.
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30/08/2000 - "TERCEIRA SOMAN"
Os meus
elogios e agradecimentos vão para:
1 - todos
os mastinaros presentes na 3ª expo. especializada no
último sábado em Jundiaí - SP, principalmente para os
que levaram seus cães;
2 - para
Luiza e Enrique Graziano, que organizaram, receberam e
hospedaram no sítio, toda a galera de mastinaros,
dando
um tratamento especial a todos, sem distinção.
3 - para a
Soman, na pessoa do Enrique que brilhantemente vem
conduzindo-a, melhorando a exposição especializada
a
cada ano.
4 - a
todos os mastinaros que vem trabalhando seus cães e
melhorando-os dia a dia.
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02/09/2000 - 3ª SOMAN

Da esquerda
para direita - Felicissímo Cardoso Neto (Canil Green
Hill W. M.)
Eduardo
Reis Parreira (Canil di Beggiato)
Rosivaldo
Barbosa Maciel (Criador em Brasiília-DF)
Luiz Marra
(Canile di Marra)
Guilherme
Teixeira Junqueira (Allevamento Florenza)
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22 de setembro de 2.000
- Entrevista número 02
Espaço destinado a entrevistas ou opiniões de criadores
ou amantes da raça, com espaço livre para abordarem
qualquer tema .
Tudo o quer for respondido serão de única e inteira responsabilidade
do entrevistado.
Entrevistado : Aurélio Passos criador desde 1.988 e
proprietário do Allevamento Dell’anima, Brasília – DF.
1 - Quando conheceu pela primeira vez o mastino
napoletano ? Que cão conheceu primeiro? Em que ano
começou a criar ?
Eu devia ter mais ou menos 12 anos de idade
quando tomei consciência da existência desta raça
através de um
livro que abordava todas as raças e
adestramento de autoria de Piero Scanziani e fiquei
completamente maluco com as
fotos de Socrate di Ponzano
e Bice di Ponzano e com um resumo do padrão e
temperamento da raça.Naquela
época ( 1980 ) eu já criava
Dobermann e comecei a procurar pelo mastino mas não
tinha internet, não tinha literatura especializada, como
fonte de consulta, apenas a Cães e Cia.Os primeiros cães
que conheci pessoalmente ( 1988 ) foram comprados de São
Paulo por um criador de Fila Brasileiro aqui em Brasília
e nem de longe pareciam com os cães do livro.
O “criador
me convenceu que somente com três anos é que o cão iria
enrugar e ganhar massa”.Como havia uma ninhada
disponível, comprei “o melhor macho“ que criei até os
oito anos e que faleceu de problemas renais e sem
nenhuma ruga!
A partir desta má compra ( 1988 ), iniciei
uma busca por tudo que existia de mastinos:livros,
vídeos, me associei a
SAMN e contatei canis de todo
Brasil, montei meu plantel tendo como base um reprodutor
que comprei do canil Green Hills Weimastim. Um cão filho
do Fedele, na época, o melhor cão no Brasil, na minha
modesta opinião.Em 1995 importei meus primeiros cães
italianos.
2 - O que mais admira nesta raça, no aspecto físico e
temperamento?
A primeira paixão foi sua aparência
pré-histórica, rugas, tamanho, força, etc..., mas
criando e convivendo com o
mastino é que me dei conta do
caráter, fidelidade, amizade que este animal tem com seu
dono e toda sua família. É sem
sombra de dúvida o cão
mais equilibrado e gentil que alguém possa confiar a
guarda de seus bens e familiares.
3 - Quando foi a Itália o que te chamou mais atenção na
criação deles?
A forma rústica e sem preocupações com a
qual este cão é criado na Itália foi o que mais me
chamou atenção e t
ambém a facilidade com que os cães
pesados cruzam.Outra coisa que gostei é a forma com que
as famílias italianas
preservam as linhas de sangue e o
orgulho que tem de seus cães.
4
- A quanto tempo faz inseminação artificial e qual o
percentual de acerto alcançado?
Já faço inseminação artificial a fresco a
mais ou menos 8 anos com 50% de acerto, mas só de dois
anos pra cá é que desenvolvi juntamente com o Rosivaldo
um método eficaz de inseminações com 80% de acerto.
5 - Dê alguma dica de sua criação, aos que estão
começando a criar?
Hoje em dia é
bem mais fácil criar o mastino.A dica que dou é ler
muito e procurar animais de procedência e criadores
respeitados. Procure a SOMAN (0xx11 3361-9898 ou 0xx11
33615827) para informações destes criadores bem como
livros, vídeos, etc. No Brasil temos ótimos cães, com
tipo, cabeça, osso, pele. É se informar e fazer a coisa
certa!
6
- Você que foi nas três exposições especializadas da
raça, o que notou de uma para outra, número de cães,
qualidade, organização e padrão de julgamento?
Tanto no ano passado como neste
ano, tivemos o segundo maior número de cães inscritos, o
que só vem a mostrar o crescimento da raça no
Brasil.Outro fator a ser considerado é o grande número
de cães nacionais de excelente qualidade, mostrando a
seriedade com os criadores daqui estão trabalhando.
6.1 - O que te chamou mais atenção na 3ª exposição
especializada da raça, realizada dia 26 de agosto deste
ano em Jundiaí ?
As exposições
especializadas são ótimas oportunidades de se medir o
nível da criação brasileira e serve também para os
criadores se confraternizarem.
O Julgamento de uma exposição deste porte é sempre uma
surpresa e até mesmo juizes italianos
entram em
contradição, já que cada um tem suas preferências dentro
do padrão da raça e nem sempre
ganha o cão que
acreditamos ser o melhor.
7 - Este espaço é para suas considerações finais,
aborde qualquer tema.
Gostaria de agradecer a oportunidade de
estar neste espaço tão concorrido para lhe desejar a
melhor sorte.Peço
a todos os criadores de mastinos não
filiados que se filiem à SOMAN pois sem ela as
especializadas não seriam possíveis.
Meus agradecimentos
pessoais a Enrique Graziano,pois sem ele a raça não
seria o que é hoje no Brasil.
Aurélio, grato pela
entrevista, como sempre suas palavras foram sensatas e
ponderadas e irão ajudar muito novos criadores na busca
de conhecimentos sobre mastinos. Digo sempre ao
Rosivaldo o Aurélio tem o poder de dizer em
uma ou
poucas palavras, muito ou as vezes tudo.
Aproveito também a
oportunidade para novamente agradecer as preciosidades a
mim confiadas ( Romana e Sodon ), e dizer que “ continuo
satisfeito “. Até... Guilherme Teixeira Junqueira.
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04.11.2000
O assunto
que abordarei aqui nesta coluna hoje é desagradável,
mais infelizmente nem tudo são " flores " na criação.
Crio cães
a mais de 25 anos, o primeiro cão que ganhei e coloquei
em pista foi um cão chamado Rex, da raça dálmata
quando
eu tinha apenas 7 anos de idade.
Já vi
muita barbaridade na criação de cães, maus criadores e
maus compradores. Nesta coluna, anterior falei sobre os
maus criadores, nesta de hoje falarei dos maus
compradores.
Acreditem
se quiser a quantidade de maus compradores é muito
grande. Dou o seguinte conselhos aos demais criadores
(se bem que se conselho fosse bom era vendido e não
dado):
1- Nunca
parcele seus cães em nenhuma venda;
2 - Não
façam negócios a longo prazo, por exemplo recebendo
filhotes em troca de filhotes;
3- Mande
sempre fotos ou fitas de vídeo do filhote que queira
vender ao comprador, para que amanhã esteja isento da
alegação que o filhote não era bom;
4-
Desconfie daqueles que pulam de raça em raça;
5- Receba
o valor total do filhote, caixa e frete antes de
manda-lo, para não ficar se lamentando depois pela falta
de
pagamento.
6- Abra a
porta do seu canil para que o comprador veja o que
comprou, antes de você enviar, agora se ele não quiser
ver o problema é dele, você fez a sua parte.
O que
revolta qualquer criador sério, são os maus compradores
que recebem fotos, vídeos do filhote (antes de receber
o
filhote), dos pais, pedigrees sérios (sem adulteração),
atestado de saúde do filhote, vacinas e vermífugos em
dia e
alguns meses depois querem devolver o filhote e
não cumprem com o pagamento acordado em dinheiro ou em
filhotes,
ou nos dois casos juntos.
O que
irrita bastante é certos " compradores " que não
cumprem o que foi combinado, ainda falam que não vão
cumprir e denigrem um cão ou criador sério (com
conhecimento sobre a raça), é demais. Tem pessoas que
totalmente
erradas são grosseiras e ofensivas. Já pensou
o cara que mesmo totalmente errado ainda ofende os
outros, isto é demais!!!
A VOCÊS
MAUS COMPRADORES, FICA REGISTRADO AQUI MINHA
INDIGUINAÇÃO,
MEU REPÚDIO e PROTESTO, espero nunca
vender filhotes a vocês, por qualquer preço que seja,
prezo muito
meus cães, e amigos criadores.
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19.11.2000
EXPERIMENTE :
HÁ MUITA SABEDORIA NA
VIDA DE CÃO ...
Nunca
deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua
face, por puro prazer.
Quando
alguém que você ama se aproximar, se derreta em
saudações cordiais.
Quando
houver necessidade, pratique a obediência.
Deixe os
outros saberem quando invadirem seu território.
Sempre
que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se
levantar.
Corra,
pule e brinque, diariamente.
Coma com
gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
Seja
sempre leal.
Nunca
pretenda se algo que você não é.
Se o que
você procura está enterrado, cave até encontrar.
Texto
escrito por Marco Aurélio, Prof. em São Paulo.
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07.12.2000
Cães
policiais contarão com equipamento à prova de balas
Da AFP
Em Santa Monica (EUA)
Alguns cães policiais de Santa Monica usarão colete à
prova de balas como seus colegas humanos.
Os estudantes da Escola Carlthorpe apresentaram duas
roupas à prova de balas ao Departamento de Cães
Policiais de Los Angeles, durante uma cerimônia no
estabelecimento educacional, informaram porta-vozes da
instituição nesta
terça-feira (5).
A porta-voz do Departamento, Mariana Gallegos, contou
que os jovens juntaram dinheiro para as roupas com a
venda de pão.
Santa Mônica tem cães policiais, mas o departamento não
usa os cachorros em
situações perigosas, nas quais
precisam estar protegidos das balas.
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24/12/2000

Rosivaldo
com BRUNO MONTES DE
CALABRIA
É com grande pesar que damos a notícia da partida do
Bruno Montes de Calabria, infelizmente hoje dia
24.12.2000, com 5 anos e quase três meses ( faria amanhã
25.12.2000, nasceu em 25.09.1.995), Bruno nos deixou
de
forma rápida e inesperada, ao que tudo indica teve um
ataque cardíaco.
Fico muito a vontade para falar nele, pois apesar de
ter vindo do Canil Montes de Calabria e ser de
propriedade do nosso grande amigo Rosivaldo de Brasília,
tenho dois de seus frutos em minha casa Romana e Sodon.
Bruno foi sem dúvida o mastino mais belo que conheci, em
tudo era exagerado, ossatura, pele, largura de crânio,
arqueamento de costela, tamanho e ainda se movimentava
muito bem. Estar frente a frente com este "mostro", foi
um
privilégio para poucos, tive esta sorte por quatro
vezes, em viagens a Brasília, aprendendo sobre o
mastino
napoletano com os amigos Rosivaldo e Aurélio e
conhecendo o amigo Marcelo, outro criador
que também tem
a grande sorte de contar com filhos do Bruno em seu
plantel.
Sentimos agora a dor da perda, pelo belíssimo
exemplar que ele era, por sua amizade e seu temperamento
amigo e ao mesmo tempo de cão de guarda. Ele nos deixava acaricia-lo do lado de fora da casa por
vários minutos,
a partir da hora que era colocado para dentro, impedia
de forma implacável a nossa entrada
em seu território.
Sabia perfeitamente diferenciar a rua do seu território,
não importando se nos conhecia do
lado de fora da casa.
É muito diferente a maneira de criamos os cães, são
de dentro da nossa casa, eles não vieram adultos
e sim
com poucas semanas de vida. Não são cuidados nem
alimentados por funcionários, convivem o dia
a dia com
família, daí o apego que temos por este molossos.
Quem conheceu o Bruno pessoalmente, o considera
imortal ele não era só um molosso era uma aberração
da
natureza, parecia um animal pré-histórico.
Bruno hoje você deixa a terra, seus belíssimos
frutos, e se torna uma lenda, daqui a muitos e muitos
anos os criadores que te conheceram continuaram falando
de você, e suas historias passarão de gerações em
gerações.
Ao grande amigo Rosivaldo, não se despere, ele foi
levado sem sofrimento, dignamente, sós os bons são
levados assim.
Força Rosivaldo você tem a extensão da sua criação em
vários locais, um destes locais é aqui em casa.
Rosivaldo um grande abraço, que Deus te conforte e
trilhe seus caminhos, quando ele fecha uma janela
logo abre uma porta.
Guilherme Teixeira Junqueira.
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07.01.2001
Loucuras
Toda a história que for
contada nesta
"Coluna Loucuras",
será de inteira
responsabilidade do criador que contou o caso.
Bem nesta coluna contarei aos poucos algumas “
loucuras” dos amigos por mastinos. A primeira delas foi
do nosso amigo Rosivaldo.
Rosivaldo (Brasília) cometeu a “ loucura” de vender
seu carro para comprar uma cadela na Itália, imagine
vocês a pressão
da família.
Lembro-me muito bem quando estive pela primeira vez
em sua casa, e ele me contou o caso , dizendo “ Gilza
(sua esposa)
me diz monte na Vênus e vá fazer compras no
supermercado,” brincando” com ele”.
Aí perguntei a ele, o que você diz a ela nessas
horas?
“Digo, o carro na garagem não me dava nenhuma
satisfação pessoal, agora quando abro a janela da sala e
vejo Bruno e
Vênus, sinto uma imensa alegria.
Palavras de Rosivaldo “ Ter um mastino muito típico
em casa não tem preço, não a dinheiro que pague a nossa
satisfação pessoal”.
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10.02.2001 - Loucuras
Toda a história que for
contada nesta
"Coluna Loucuras",
será de inteira
responsabilidade do criador que contou o caso.
História de Marco Mota, criador proprietário do Canil
Montes de Calábria – Recife – PE,
Parte 2
Depois da compra de
tantos cães, me caberia agora cria-los, que considero
o mais difícil, e no meu caso, foram vários problemas,
como: viroses, jarretes, descalcificações, afogamento
e mais alguns que eu não me recordo no momento.
Enfim os cães estavam adultos e veio
o primeiro cio, quando fomos fazer a monta, o Argo (
meu primeiro reprodutor ), não conseguia cruzar (
engatar ), foi uma dor de cabeça, até que eu resolvi
aprender a fazer inseminação
artificial; pela primeira
vez iria nascer uma ninhada que prometia muito ( Argo x
Yuni ). Foram apenas quatro filhotes,
2 machos ( 1-
cinza e um fulvo ) e duas fêmeas ( 2- cinzas ), foi bom
demais, com sessenta dias os filhotes estavam lindos,
parecia um sonho, vendi os quatro e parecia que tudo
estava bem.
Veio a inca ( a melhor
fêmea que eu já vi em minha vida ). Cruzamos e os
problemas começaram, o
parto não foi todo normal, após o
quarto filhote fomos obrigados fazer cesariana, foram
dez filhotes no
total ( 8 fulvos e 2 cinzas ), naquele
momento eu estava meio desesperado, os filhotes
estavam morrendo, depois eu descobri que a cadela tinha
mastite ( eu ainda era inexperiente nestes assuntos ), e
só restou uma filhota ( Bruna ),
que eu segurei para
mim ( linda ). Bruna foi, das minhas cadelas, a que mais
ganhou exposições.
Inca jamais teve
outra ninhada ( eu ainda não conhecia o Paulinho ha ha
ha ), e a Bruna só me deu
uma ninhada de dois filhotes (
Bruna x Giunone ), um eu estou criando e a Bruna morreu
( ca.). Meses
depois eu inseminei a Bela, nasceram 14
filhotes ( 3 fulvos, 2- mognos, - 6 pretos, - 3 cinzas
). Aquela
ninhada me deixou super entusiasmado, coloquei
propaganda na Revista Cães e Cia, e como tinha muita
gente querendo filhotes, acabei não ficando com nenhum.
Nesta época eu conheci o Rosivaldo ( mas só este
assunto dá mais de um livro ), e para ele foi o Bruno,
que veio a
se tornar o que todo mundo sabe, nesta
ninhada também se destacaram o Tauros ( Urbano ), a Orca
( Marchionate ),
a Chalana ( minha ), o Otelo ( Stefano
),etc. Com esta ninhada da bela eu sem nem saber estava
me jogando para o
seleto rall dos bons criadores.
O trabalho continua até hoje, só que hoje
temos com quem dividir as angustias, os problemas e as
dificuldades,
pessoas como: Rosivaldo, Graziano,
Aurélio, Guilherme, Setti, tem tornado a vida
de criadores bem mais fácil.
Eu tenho um conselho para alguns criadores
que estão começando, se você está querendo criar o
mastino pelo
retorno financeiro que pode vir a dar,
desista, pare, nem comece pois, você vai se dar mau,
muito mau.
Para chegar a ser um bom criador destes
cães você tem que ama-los, pois quem só quer criar pelo
retorno
financeiro ou pelo status que dá, ser criador de mastino, vais se desiludir com os primeiros obstáculos e
desistir no meio do caminho.
pense que ao comprar um cão, você vai ter um amigo,
protetor e protegido por uns oito anos, em média, e o
arrependimento
é a pior coisa que pode acontecer a um
criador e a seu cão, que não tem culpa nenhuma de
problemas que ele possa ter, o
u vir a causar.
Portanto srº novo criador pense bem, leia bastante,
converse com os mais experientes, consulte os amigos e o
clube especializado ( Soman ), ai sim depois de fazer
tudo isto, e decidir pelo nosso Mastino Napoletano,
tenha certeza que você estará fazendo a melhor escolha
possível, e que esta ligação com a nossa tão estimada
raça seja eterna, pelo menos
enquanto dure. Agora um
último detalhe, antes de comprar um filhote, escute o
sábio conselho do Setti, compre uma pá, a
gora não pode
ser uma pequena e fraca, tem que ser das grandes.
abraços,
Marco Motta
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15 de fevereiro de 2.001 - Entrevista número 03
Espaço destinado a entrevistas ou opiniões de criadores
ou amantes da raça, com espaço livre para abordarem
qualquer tema .
Tudo o quer for respondido serão de única e inteira responsabilidade
do entrevistado.
Entrevistado, Tito, Rio
de Janeiro - AFIXO DIZAION
1
- A quanto tempo cria Mastino Napoletano e porquê?
R - Ganhei meu primeiro
Mastino em 1985, era um verdadeiro guardião.
Crio a raça por paixão e
paixão já dizia o poeta, não se explica.
2 - O que mais admira nesta
raça?
R- A fidelidade do animal e a subjetividade que ela
traz, bem como as pessoas envolvidas com a raça no
Brasil é algo
que já não sei mais viver sem eles
(os cães e os amigos que eles me deram).
3 - Cite alguns cães nacionais
que te impressionaram?
R- Bimbo - pelo fiel convívio, os títulos que
conquistou (todos), por ter moralizado a raça nas pistas
do rj e por ter me iniciado como Mastinaro.
Queste - em 1887 pesava mais de
cem kilos.
4 - Quais foram os cães
internacionais (que estão no Brasil ou no mundo) que
mais te chamaram atenção ?
R- Guaglione pelo inicio, toscano pela genética, Fedele
por sua importância para o Brasil. porem gostava muito
do Hatrim, Sansone (Bafone) Mosé 1 e 2, Alfonso, Febla,
Sara, Bandito, etc.
5 – O que você achou da 3ª
expo.especializada da raça realizada em Jundiaí em
agosto do ano passado ?
R - O encontro com os amigos foi dos melhores, nossa
parece que o que tem de bom para a raça no Brasil tem de
ter a mão do Graziano, quanto ao juiz foi uma decepção,
"conseguiu" estragar o trabalho do Pallazo e do Lorenzo
em
julgar animais com critério e uniformidade, acredito
que o livro tenha sido escrito pela Sra. Rosa Nardele e
nós aqui do
Brasil não sabiamos, alias os bons
comentários que fez, tratava-se da raça boxer.
6 - Dê alguma dica de sua
criação para criadores que estão começando.
R - Calma é
fundamental, não existe mágica nem formula e sim muito
trabalho.
Cuidado com os vendedores de
cachorros.
Acredite em sua intuição.
Tenha um bom sangue na mão.
Escute os antigos (estes
conhecem atalhos).
Cães ruins não registre, e
adultos ruins não reproduza.
7 - Fale sobre "linhas de
sangue". Porquê às vezes se cruza dois cães excelentes é
o resultado não é satisfatório?
R - Isto é complicado,
para quem confia em um pedigree italiano. È melhor
trabalhar com o que temos, pois hoje
no Brasil já
possuímos todas as boas linhas para trabalho daqui para
frente. Dois cães bons e ninhada ruim só existe
por
falta de conhecimento genético.
8 - Explique para os leigos o
que é raçador?
R – É aquele exemplar
que transmite em seus filhotes as melhores
características que buscamos na raça, nem sempre o
melhor cão é o melhor reprodutor.
9 - Quais características devem
ter o Mastino Napoletano ideal na sua opinião?
R – Para ser Mastino de
verdade, precisamos olhar e ver logo aquela
peculiaridade que nosso molosso tem,
precisa ser forte,
rústico, bom osso e nos deixar com dúvida se estamos no
século XXI ou na pré história.
10 - Espaço para abordar suas
considerações finais, aborde qualquer tema.
R - Hoje nosso plantel encontra-se em plena
aproximação do italiano, tem muita gente boa criando
sério, nosso
clube esta apenas começando e temos muito
trabalho pela frente.
O que me preocupa é
alguns vendedores de cachorros sem critérios vendendo
Mastinos barato e comprometendo
nosso trabalho de
fixação de tipo e tamanho.
Outro dia estava
refletindo sob minhas amizades e sabe que as mais
duradouras são de pessoas que conheci
através dos Mastinos.
Tem um cantinho
aqui no Rio de Janeiro de portas abertas aos Mastinaros
e amigos que queiram conversar
sobre a raça.
Um abraço a
todos e nunca deixem Deus abandonar seus corações.
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20.01.2001
- UNIÃO
Caros
amigos criadores, vamos nos unir em prol da raça no
Brasil.
O que ganhamos em.
Escrever colunas em sites atacando outros criadores?
Colocar anúncios em revistas desmerecendo cães ?
Fofocar e falar mal de cães de outros criadores ?
Há várias maneiras de usar seu site com bom senso.
Divulgue seus cães, fale sobre a raça, mostre o que esta
acontecendo no Brasil e no mundo, escreva sobre
problemas
comuns que enfrentamos dia a dia na criação,
dê sugestões positivas, em fim que os sites venham
sempre para somar ou multiplicar e nunca a dividir.
Guilherme
Teixeira Junqueira.
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13.01.2001
- Envenenamento
Na 2ª feira me deparei com um problema que jamais
tinha passado, acreditem tive esta felicidade por mais
de 20 anos,
nunca tinha tido um cão envenenado.
Tenho dois mastinos de “linhagem antiga”, isto
mesmo aqueles de fácil reprodução, de pouca pele e de
uma eficiência
tremenda na guarda. Meu cão chamado
Átila, o cão de temperamento mais forte que conheci na
vida, estava e ainda
esta envenenado, guardião
implacável, tido como fera por muitos que o conheceram.
Átila foi envenenado por veneno
de rato, não sei como
foi, nunca usei este veneno. Fico pensando nas
hipóteses: de ter mastigado algum rato envenenado
(pode
ter vindo pela rede de esgoto), ou de alguém ter jogado
de propósito sobre o muro da minha construção,
e ele
fica lá, guardando, quem sabe um dia a futura casa de
minha família.
O desespero da gente é muito grande, vendo o cão
cambalear soltar muito sangue pela boca e nariz.
Levando o cão ao veterinário, lendo sobre o assunto
no decorrer da semana e o observando muito, pude chegar
as algumas conclusões.
Vocês sabiam que os envenenamentos de cães por
veneno de roedores às vezes não matam?
Vocês sabiam que ao contrário do que muita gente
pensa, é um dos venenos mais fáceis de serem combatidos,
se
detectados no início?
Sintomas: hemorragia pela boca e nariz, tonturas,
tosse seca e muita, muita, muita sede.
Tratamento Vitamina K (anti-hemorrágica), antitóxico
(para o fígado), alimentação mesmo que forçada, soro no
lugar da água e muita paciência pois a hemorragia
interna dura vários dias, vai e volta.
Tem horas que acho que o risco já passou, ele fica
um dia sem hemorragia ( mesmo assim continue com os
anti-hemorragicos), mais no dia seguinte a hemorragia
interna volta com a força toda. Tenho fé que escape
desta,
ele é valente, rústico e muito forte(apesar da
idade 8 anos e meio), se movimenta muito bem e coitado
do ladrão que tiver coragem de enfrenta-lo cara a cara e
não usar estes meios de gente covarde (se foi isto que
aconteceu).
A você Átila, muita força, acho que você sai desta
!!!!
Guilherme.
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25/01/2001
Graças a
Deus, ao vigor físico do Atila e aos cuidados a tempo,
desta vez ele se livrou da morte que parecia certa, c
om
muita hemorragia interna, chegou a ficar, 4 dias sem
hemorragia e depois ela voltou com tudo novamente, hoje
já a 8
dias se sangrar e se alimentando muito bem, acho
que o risco já passou e por enquanto não sei se foi
lesado internamente,
não a sintomas. O tratamento que
usei esta detalhado abaixo, além disto sempre muita
comida, fígado cru, fígado cozido,
cerca de 10 ovos
cozidos ao dia, quando não queria comer, ia boca a baixo
mesmo.
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1º/02/2001 -Loucuras
História de
Marco Mota, criador proprietário do Canil Montes de
Calábria – Recife – PE
Toda a história que for
contada nesta
"Coluna Loucuras",
será de inteira
responsabilidade do criador que contou o caso.
Parte 1
Sou criador de
mastinos desde de 1984 dc., e sempre tive a idéia de
ter qualidade em meu canil.
Algum tempo depois de
iniciar a criação eu já sabia o que era um bom mastino,
e tinha certeza que os filhotes que
comprava, não
chegavam nem perto do que ansiava.
As dificuldades se
acumulavam pois com o afastamento do srº Enrrico Furio
Domenice da criação,
nós criadores ( sonhadores e
idealistas ), nos sentimos órfãos a mercê de alguns,
mau caráter que ainda hoje rondam a cinófilia, como
parasitas. Foi neste clima que a srª Raquel ( Canil
Siege, talvez a única que se salvasse), foi a Itália e
retornou com dois exemplares, um deles seria o impagável
e insubstituível " Fedeli " ( de propriedade do Sr.
Felicíssimo ), aquela possibilidade, me deixou meio
inebriado e ansioso para realizar o já antigo sonho, de
importar um mastino napoletano,
de seu país de origem
(Itália). " o tempo passou "
Um dia, bate a minha
porta um cara se dizendo o maior criador de mastinos da
Itália, quem era ele?
Era o srº Arenielo Salvatore, que
me acenou com a possibilidade de ter um neto, de um cão
de já tinha visto em uma foto,
ele me deixou babando,
era o Bruno de Paduano (capa do Livro do Guido Vandoni,
a bíblia dos mastinaros). Refleti e
não sábia o que
fazer para compra-lo pois sempre fui de classe média (
média, média mesmo ), e não seria fácil conseguir
os U$
3.600,00 ( três mil e seiscentos dólares americanos),
que ele estava pedindo pelo filhote. Não é preciso dizer
que
fiquei louco !!! Na época eu tinha um fusca 1983,
o vendi imediatamente por U$ 2.000,00. Bem fiquei na
seguinte
situação, sem carro e ainda faltavam U$
1.600,00 para complementar o pagamento de um cão que já
havia sido comprado, vendi mais algumas coisa de menor
valor e paguei o filhote que chegou com 4 meses .
m-a-r-a-v-i-l-h-a há, há, há, há, há !!!!!!!!!!!!!!
Para quem pensava que a epopéia chegara ao fim, estavam
redondamente enganados, eu já estava contaminado
por
este vírus incurável e galopante (chamado de vírus dos mastinaros) que se multiplicava em progressão infinita.
O que fazer ? Precisava de uma fêmea, que só poderia ser
importada. O Salvatore me ligava todos os dias
oferecendo oportunidades como ele
dizia " imperdíveis", eu já não tinha carro, nem bens de
menor valor, só um
apartamento em Maceió – Alagoas, que tinha sido deixado
de herança por meu pai na ocasião de sua morte, e
ste
foi vendido imediatamente sem o consentimento de
ninguém da família ( até hoje sou chamado de louco e
irresponsável por ela).Como estava com pressa, aceitei
a 1ª oferta e o vendi.
Ai sim, com dinheiro na mão e sem experiência (
ingredientes perfeitos para
um criador deslumbrado fazer merda ), fui mandando vir
da Itália, um cão, após o outro, aquela altura a
cegueira
já era total e vieram, Yunes, Inca, Bela,
Luciene, Hercules, Zeus, Jeová, Clara, etc. Vieram 12
filhotes no total,
alguns acertos, vários erros ( ô meu
deus, porque não existiam os amigos de hoje naquela
época para eu me aconselhar ),
assim eu aprendi do modo
mais duro que se pode aprender, fiquei sem o pequeno
patrimônio, mas com experiência
para dar e vender.
Algum tempo depois veio a 1ª ninhada destes cães, mas
isto fica para uma
outra oportunidade...
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16.03.2.001 - Loucuras
História de Tito, Berenilton Costa, Rio de Janeiro,
Criador proprietário do Canil Di Zaion.
oda a história que for
contada nesta
"Coluna Loucuras",
será de inteira
responsabilidade do criador que contou o caso.
" Em 1996 estava fazendo
a campanha de um exemplar BIMBO-GHW
Balder, filho de Fedele, tínhamos ganhado tudo, faltando
apenas uma exposição internacional.
A Dra Laura presidente do Kennel de
Petrópolis me avisou que em Lima Duarte MG haveria uma
exposição Internacional e que um juiz brasileiro que
tinha dado Best Show para um mastino (Joni Petrovik).
Estava sem camionete e fomos mesmo assim, eu
um handler Bimbo e uma cadela bem inferior que levei
apenas
para fazer numero, todos apertados em um monza
SLE. Realmente foi uma belíssima exposição tudo muito
bem organizado, sendo que o juiz internacional deu o
CACIB ao Bimbo, porem me alertou que a barbela e as
rugas atrapalhava no
julgamento da cabeça, quanto ao
juiz brasileiro deu p\ cadela que levei apenas p\ fazer
numero, os outros cães que competiam eram muito
inferiores.
Acabou a exposição, e muito cansados
voltamos para o Rio de Janeiro (+\-) 200Km por volta das
21h, o sono era terrível o handler roncava e fazia
orquestra com os cães no banco de traz, e apesar do
cansaço continuava dirigindo,
até que o sono me venceu
na descida da serra de Petrópolis e capotamos com o
carro.
O handler ficou preso as ferragens a saiu
com ajuda das pessoas, a cadela saiu em disparada mata a
dentro,
fiquei desmaiado e o Bimbo ao meu lado, latindo
(Talvez querendo me acordar) e me lambendo, não deixou
ninguém
encostar em mim (nem o handler que o conhecia)
enfim acordei e consegui sair do carro, o Bimbo saiu
junto e mesmo
sem guia não saia do meu lado, correndo
para o mato apenas quando o barulho das sirenes dos
bombeiros o assustaram.
Fui socorrido e passei a noite no hospital,
fraturei o braço e tinha um grande galo na cabeça, minha
família estava em desespero. O médico pela manhã fez uma
outra consulta e disse que até aqui tudo bem, faltava
apenas o resultado da ressonância da cabeça e alguns RX,
porem que eu ficasse em absoluto repouso.
Minha família saiu para tomar café, quando
chegou um amigo também preocupado, falei, que bom você
ter
chegado já estou de alta e só faltava sua carona, no
meio do caminho, mesmo sendo chamado de maluco fomos ao
local do acidente tentar encontrar o BIMBO, era uma
serra muito grande, mata muito fechada. Depois de duas
horas
no mato escutei aquele inconfundível latido, o
encontrei em uma gruta de pedra na outra margem de um
pequeno córrego
(Ai eu pude entender quando se fala que
ao ver o mastino temos a impressão de estar na
pré-história) ele correu em minha direção e eu na
direção dele, não posso afirmar se cachorro chora, mais
acredito ter visto lagrimas em seus olhos, ele latia e
girava em torno de tudo, como nunca o tinha visto
(acredito ter sido um gesto de alegria), voltamos até o
carro e deixei o BIMBO em casa (só eu sei o que escutei
de minha esposa e parentes) voltei ao hospital e peguei
no sono, sendo acordado
pelo médico, que com
o resultado dos exames viera para me dar alta, porem foi
categórico ao dizer que o repouso foi fundamental.
Cai na gargalhada e voltamos todos para
casa. A cadela foi localizada duas semanas depois, por
caiçaras locais.
Um abraço
do amigo Tito".
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18.03.2001 - Temperamento
Bem nesta
coluna hoje contarei, o "aperto" que passe ontem. Bem
como sabem comecei a criar Mastinos em 1.993, tinha
e
até hoje tenho dois cães de "origem antiga", isto é
pouca pele, focinho estreito, mais rústicos e de poucos
amigos (para não dizer só um, eu). Aqui em Uberaba,
sempre tive "fama" de contar com cães de forte
temperamento para guarda, para não
dizer feras, nunca
gostei de "marionetes". Hoje penso que o cão ideal é
aquele, dócil fora de casa e bravo em seu território,
afinal o Mastino deve ser um cão de guarda, nunca
devemos nos esquecer disto.
Vamos ao
acontecido, como disse anteriormente tenho dois cães de
linhagem antiga Átila e Lua, ficam em uma
construção,
aqui perto de casa, como verdadeiros cães de
guarda. Tive de levá-los de casa, quando nasceu minha
querida filha Mayara. Tenho dois pensamentos sobre cães
com crianças. O primeiro é que o cão desde filhote tem
que conviver com a criança, i
sto é se acostumar desde
novinho, com os entes da casa, a segunda nunca deixo
cães sozinhos com minha filha, pois por
serem muito
fortes, mesmo brincando podem derrubá-la e machucá-la.
Ontem fui a
construção, tratar dos cães de manhã, estava molhando
uma plantas, Lua ao meu lado e Átila também,
derrepente,
ouvi o Átila rosnar, ele quase não late ou rosna, só com
um motivo bem forte, olhei em minha volta e não o vi,
pensei deve ter alguém mexendo em meu carro na rua (
estava próximo ao portão), corri até lá e não o vi,
olhei e o portão estava aberto, "tremi nas bases",
pensei já deve ter engolido alguém (Átila qualquer
estranho, mesmo fora de seu território, perguntem ao
amigo Rosivaldo, teve o prazer de conhecê-lo). Olhei
para esquerda e para a direita não o ví, como a
tensão
era grande, me descuidei da Lua, esta ficou em posição
de ataque para uma pessoa que esta vindo em nossa
direção (cerca de 1 quarteirão), derrepente para minha
surpresa, ouço um latido muito feroz. Olho para a Ford
Corrier,
lá estava o Átila, solto dentro dela, já se
reparando para pular e ir "buscar" o traunseunte.
Segurei-o pelo pescoço, abri
o carro peguei uma guia e
coloquei-o para dentro, em seguida busquei Lua.
Guilherme Teixeira Junqueira.
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31/03/2001 - Guilherme com Sodon Dell'anima (10
meses)

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02/04/2001
A semana passada fui a São
Paulo reunir com amigos mastinaros e trocar experiência,
foi um viagem muito rápida
cheguei sábado a tarde e
voltei no dia seguinte. Infelizmente não pude rever
inúmeros amigos criadores, São Paulo, não
é como minha
querida Uberaba, onde em 20 minutos vamos a qualquer
lugar, aqui o dia rende e rende muito, já
em São
Paulo o deslocamento é muito complicado e demorado
(ainda mais com chuva e para mineiro do interior, que
não conhece bem a cidade). A viagem tem de ser feita em
partes. Me desculpem os amigos que deixei de visitar, na
próxima vez, marcaremos com antecedência e trocaremos
muitas idéias e experiências.
Bem, vou contar um pouco
desta aventura, fui visitar o Allevamento Vercelli, do
amigo Zé Carlos, ele esta com duas ninhadas, Barone de
Castellacio x Vípera Villa Setti e Caravagio Villa Setti
x Vulquella Villa Setti (Naninella).
O Allevamento Florenza fez
uma ótima aquisição, uma bela fêmea negra de focinho
trancado e cabeça muito larga.
Agradeço ao amigo Zé por
confiar-me tamanha preciosidade. Em breve poderão
acompanhar o crescimento dela no site.
Valeu Zé!!!!
Fui no Canille di Marra, do
amigo Luiz Marra e pude constatar a bela cabeça do
Patzzo di Graziano, rugas grossas e bem posicionadas. Na
casa do Marra, pude conhecer finalmente o carioca Renato
Villarinho, e bater um papo com
Fernando Caram, Renato,
Carol e Paulinho de Botucatu ( Rhavenna esta muito
bonita, cabeça muito larga e com
posterior muito forte.
Marra, mais uma vez grato pela acolhida!!!!!!!
Também, fui visitar o
Fernando Caram, sua casa fica muito próxima a do Marra
em Vargem Grande Paulista. Conheci de
perto a Sherazade
(Zaccara e típica), revi o Calígola Anima Fiera (ótima
estrutura e movimentação), com encorpou e cresceu da
última vez que o tinha visto na Expo. Da Soman em agosto
de 2.000, veio muita ossatura. Por último vou falar do
poderoso Nerone Villa Setti, com ossatura e cabeça
descomunais, muita tipicidade Nerone é simplesmente
impressionante !!!!!!!!!!!
Hoje posso dizer sem
dúvida, que Nerone o GORILA, foi uma ótima aquisição dos
Allevamentos Florenza e Cuesta Mello Burini. É meus
amigos Nerone fará cães com muita ossatura e tipicidade
comigo e amigo Paulinho e também com criadores
que
queiram ossatura muito larga em seus filhotes. Meus
elogios e agradecimentos vão ao Fernando Caram que
cuidou e
cuidou muito bem do Nerone, o pelo parece um
espelho, bilha demais! Vão também ao Gustavo Setti, quem
íniciou esta s
aga (é também o nome de minha cadela negra
Barone x Vípera), de cães descomunais, vindos do Alfonso
Del Vitorialle, Gustavo valeu e valeu demais ter trazido
o Alfonso para o Brasil, espero que Deus me dê tempo de
trabalhar o Nerone e
seus descendente.
Graças aos amigos, hoje o
Allevamento Florenza já conta com 04 grandes mastinos
muita pele e ossatura, Romana
Dell’anima, Sodon
Dell’anima, Vípera Vercelli e Nerone Villa Setti (em
parceria com o Allevamento Cuesta Mello Burini)
.
Buscamos sempre o molosso, haja visto citando apenas os
pais dos nossos cães, eles tem tipicidade de sobra, são
realmente
monstros sagrados da raça, coincidência são
todos negros.
In
Memorian BRUNO MONTES DE CALABRIA, prop. Rosivaldo
Barbosa Maciel;
In
Memorian ALFONSO DEL VITORIALE, prop. Gustavo Setti ;
BARONE
DI CASTELLACCIO, pro. Gustavo Setti.
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08/04/2001 - Sagga
Vercelli com Guilherme e Nina (Pincher)







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09/04/2001
Como
disse a semana passada, contarei como foi minha viagem
de volta de São Paulo, saimos 16:00 hs., debaixo de
muita chuva, estavam comigo na volta o irmão gêmeo do
Marra, Nerone, Nicolau, Rhavenna e Saga, acreditem todos
dentro de uma Ford Corrier. Dirigindo o irmão do Marra
com seus quase 120kg, no banco do passageiro eu com uma
mala e mochila nos pés e a Saga no colo, a carroceria
super lotada com três caixas (sendo os tamanhos de
400lb, 500lb e 700lb), O Nicolau ( um São Bernardo Macho
de pelo longo) teve ser contorcionista para caber em
uma caixa de 400lb, a Rhavenna muito bem instalada em
uma caixa de 500lb e o Nerone comprimido em uma caixa de
700lb (acreditem ele é
enorme).
Pegamos
um congestionamento na Raposo Tavares (liga Vargem
Grande Paulista a São Paulo), andamos 35km em cerca de
2horas e meia, com chuva e um engarrafamento terrível.
Nerone na caixa atravessada no final da
carroceria,
latia e muito, estranhando a acomodação, de repente
agitou-se muito começou a tentar sair da caixa e para
minha surpressa, começou a balançar e Ford Corrier com
seu peso e força, mesmo carregada nesta condições,
o
carro vibrava e vibrava muito. Como Nerone tem
força!!!!!!
Saímos
da Raposo Tavares, pegamos a Bandeirantes, o irmão
gêmeo do Marra, só falava que estava
com fome. O Zé
Carlos o apelidou de Mocotó. O molosso tinha almoçado as
15:30hs, uma pequena porção, cerca de um taxo de
macarrão, as 18:00 hs., já estava ele jantando de novo,
o cara não come, devora tudo!
Muita
chuva e várias paradas para alimentar o mano gêmeo do
Marra, chegamos por volta de 0:30 hs.
Em Uberaba
retiramos primeiro Nerone (ele esta estressado, rosnando
e com aparência de poucos amigos dentro da caixa.
Carregamos a caixa cerca de 50 metros, o “Mocotó”,
carregava a caixa pela entrada com as mãos na
gradinha
da porta eu na parte fechada de trás, de repente Nerone
começou a tentar sair da caixa, foi
um Deus nos acuda
para segura-la, foi aí que o “Mocotó” disse, “olhe
Guilherme, nossa amizade será a mesma, mais ainda que vá
ter que ir embora a pé, não seguro esta caixa na parte
da frente nem a pau, se este monstro sair
ele me estraça-lha”, pensei e não tendo outra opção lhe
disse-lhe pode deixar que eu seguro a caixa na frente,
levamos até o canil. Já com a caixa dentro do canil, a
questão era como abrir a porta sem levar uma dentada,
virei a
caixa com a porta para o fundo da canil e abri
levemente a porta Nerone rosnou a primeira vez, deixei a
porta aberta e pensei a hora que tiver vontade ele
sairá. Quando buscamos a Rhavenna
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18.04.2001 - Nerone
Villa Setti Alli
Hoje
responderei a muitos amigos criadores, o que perguntam
sempre, porquê o Nerone?
Nerone
pela sua rima labial belíssima !
Nerone
pela sua ossatura descomunal !
Nerone
por suas patas enormes !
Nerone
por ser filho direto de Alfonso, cão muito típico!
Todo
criador (ou quase todos), pensam em ter molossos em sua
criação, é claro que o sonho é o molosso correto,
lutarei sempre para fazê-los, podem ter certeza
CORRETOS.
Nerone é
um cão admirado e odiado por muitos.
Vários e
vários anos criei cães corretos, só que com pouca
tipicidade, ossatura fina, estes cães não me satisfazem
mais, crio mastinos hoje, para abrir a janela e ver
animais pré-históricos no quintal. Claro que quero que
corram, sirvam para a guarda,
não sejam meramente
decorativos.
Amigos,
Nerone não é um produto final, e sim um belo animal a
ser trabalhado, espero que passe suas raras
características,
e que as fêmeas imponham seus aplumos.
Genética não é matemática, já ví muitos cães
teoricamente corretos, passarem defeitos, que carregam
hereditariamente a milhares de anos e que apenas não se
manifestaram neles. Li uma reportagem na
Cães e Cia, em
pesquisa feita nos E.U.A, que em pai, mãe e avôs não
displásicos, ainda sim os filhotes tem 25% de chance
de
terem algum grau de displasia.
Outro
dia comentei com o Rosivaldo, é não tenho saída mesmo!
Nerone
x Romana, não trouxerem bons filhotes, muitos irão dizer
a culpa é do Nerone, como o Guilherme e o Paulinho
compraram um cão destes;
Já se na
mesma imaginária cruza trouxerem bons filhotes vão
dizer a Romana conseguiu passar suas qualidades, é o
mesmo exemplo do que bater em bêbado se bater, não fez
nenhuma vantagem bater em bêbado, qualquer um bate, se
apanhar,
nossa apanhou de bêbado.
Se os
dois cães tiverem saúde e conseguirem o cruzamento, os
acertos e erros ficarão com os dois.
Nunca
tive medo de desafios, costumo dizer quem tem medo do
escuro não sai a noite.
Vamos
aguardar o que vai dar, se Deus assim o quizer.
Um
abraço a todos, Guilherme Junqueira.
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31.05.2.001- Loucuras
Histórias de Eduardo Reis Pereira, Três Pontas - MG,
Criador proprietário do Canil Beggiato.
Toda a história que for
contada nesta
"Coluna Loucuras",
será de inteira
responsabilidade do criador que contou o caso.
" Caro Guilherme, é um prazer participar da sua coluna
"LOUCURAS.
Me lembro
bem, quando no inverno de 1997 a minha primeira cadela
Sara estava em tratamento numa
clínica veterinária na
cidade de Caxambu. Já fazia uns quinze dias que eu não a
via, quando num domingo resolvi ir visita-la.
Chegando lá
encontrei a clínica fechada, mas o portão ao lado onde
ficavam os cães estava aberto. O proprietário da clínica
era um veterinário, que também criava Fila Brasileiro e
Pastor Alemão, e deveria ter
por volta de uns quarenta
cães que ficavam junto com os cães em tratamento. Eu
chamei mas ninguém saiu para me atender.
Eu estava
ficando nervoso e chateado, mas resolvi que não sairia
dali sem ver minha Sara. Apesar da insistência da minha
esposa em não querer que eu entrasse, fui até o canil.
Só que para minha frustração
todos os canis tinham a
frente de alvenaria com portas fechadas que me
impossibilitava ver os cães.
Não me dei por vencido e
comecei a chama r a Sara. Foi quando, no meio de tantos
latidos, reconheci um, meio que chorão, da minha querida
cadela;, apesar de saber que se não fosse ela poderia me
dar muito
mal pois os Pastores eram treinados para
ataque, não hesitei em abrir a porta e aí foi aquela
festa, ela veio pulando e me lambendo, passamos algumas
horas brincando e matando saudades um do outro.
Foi nesse
dia que percebi que não tem limites para as loucuras, e
nem barreiras que possam separar um homem de seu amado
cão.
Outro
caso interessante foi quando estava viajando, com a Sara
atrás no baú da fiorino, e fui parado em uma blitz
policial. Os guardas ( eram dois ) pediram os documentos
mas eu tinha esquecido o do carro na padaria.
pediram para eu descer e abrir o baú para vistoria. foi
quando se depararam com a Sara e ficaram maravilhados.
Perguntaram de que raça era, qual a idade ( ela tinha
uns 8 meses ) e começaram a ter um interesse além do
normal. Percebi logo que eles queriam dinheiro, mas para
piorar minha situação eu estava sem nenhum centavo na
carteira, tinha apenas o talão de cheques. Com muito
cuidado pedi para eles ver
o que podiam fazer. A
resposta foi curta e grossa." VOCÊ SABE O TAMANHO DO SEU
PROBLEMA,
AGORA, SEU CACHORRO É MUITO BONITINHO!!!
". Nessa hora eu pensei que fosse ter que entregar
a
Sara. Foi quando me veio a idéia de fazer um cheque. Com
muito receio perguntei se 50,00 estava bom
e se
poderia ser em cheque pois não tinha nada em dinheiro.
Eles ficaram meio desconfiados mas no final, com muita
cara de pau, acabaram aceitando.
Quando
cheguei em casa e contei a história, ninguém acreditava
na ousadia dos policiais.
Tenho até
hoje o canhoto do cheque, e fiz questão de escrever no
meu livro de caixa: " SUBORNO DE GUARDA ---------- 50,00
"
Um grande
abraço
Eduardo"
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1º/06/2001 - Nerone Villa Setti Alli

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03/06/2001 - Sagga Vercelli 3 meses

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05/06/2001
Na foto
Eduardo (Canil Beggiato), Enrique (Canil di Graziano) e
Guilherme (Allevamento Florenza)
Local -
Canil di Graziano

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16/06/2001
Amigos
mastinaros, realmente a raça esta crescendo e crescendo
muito no Brasil, tenho visto excelentes cães e
promissoras ninhadas de Norte a Sul do Brasil. Hoje os
criadores não estão mais acomodados, viajam com suas
cadelas para efetuarem bons cruzamentos, seja de carro
ou avião, num país continental como o nosso felizmente
distância não é mais problema. Os criadores procuram os
melhores machos, ou os machos que são linhas de sangue
que julgam ser compatíveis com suas cadelas ou mesmo seu
cães, para efetuarem o cruzamento.
A
tempos atrás existia um outro grande problema além da
distância, que era o acerto entre o dono do macho e o
dono da fêmea. O dono da fêmea, não queria pagar a
monta, pois pensava que se o cruzamento não vinga-se, o
gasto teria sido
em vão, já que o macho que cobriu sua
cadela já tinha filhotes nascidos, então era fértil,
pensava também será que criador
dono do macho vai
realmente cruzar com o macho "B", ou vai dizer que
cruzou com "B" sendo que na verdade cruzou com
"C" (cão
o qual não foi acertado o cruzamento). Com as
dificuldades financeiras que todos vivemos, propunha dar
1 ou 2 filhotes em pagamento da cobertura, por outro
lado o dono do macho, pensava assim, se cruzar para
receber filhotes, o dono
da fêmea, pode fazer muitas
falcatruas como por exemplo, dizer que a cadela não
emprenhou ( e registrar os filhotes em
outra ninhada),
falar que nasceram "x" sendo que na verdade nasceram "Y"
(para entregar só um filhote), esconder o(s)
melhor(es),
da ninhada (quando for retirar o(s) filhote(s), verá
somente parte da ninhada e não levará os possíveis
melhores filhotes da ninhada).
Há
também muita fofoca e pessoas sem caráter na criação,
que envenenam os criadores uns contra os outros, e
outros
que são capazes de fazer estes tipos de
falcatruas citadas no parágrafo anterior.
Hoje
DNA, não é mais tabú, o exemplo foi dado pelo
Allevamento Villa Setti, sendo precursor na raça deste
tipo de exame
no Brasil, portanto os donos de machos e
donos de fêmeas tem de "andar na linha".
Penso
que realmente a melhor forma de cruzamento é o dono da
fêmea, pagar ao dono do macho a cobertura, não
vinculando filhotes, assim o dono do macho estará
garantido contra maus criadores donos de fêmeas.
Por
outro lado os donos das fêmeas, penso que devam pagar,
com cheque pré-datado, para ser descontando no
momento
em que se tiver certeza da prenhes da cadela. Isto tudo
deve ser feito com contrato assinado pelos interessados
e com duas testemunhas, esclarecendo no contrato, que se
a fêmea não prenhar o dono da fêmea terá outro
cruzamento
com o mesmo macho, um filhote do outro
criador ou o cruzamento de uma outra cadela (julgando
que a primeira) tenha problema reprodutivo.
Um
abraço, a todos os criadores Guilherme Teixeira Junqueira
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CRUZAMENTOS ???
(02.07.2001)
O que é o melhor cruzamento?
É melhor fazer cruzamento fechado (entre parentes)?
È melhor cruzar cães de características semelhantes?
O que se busca principalmente nos cruzamentos?
Qual a característica mais difícil em se alcançar
nos cruzamentos de mastinos, posterior, dorso, ossatura
larga,
muita pele,
fortes marcações, focinho curto e
largo, movimentação ou outras?
O que podemos obter em um cruzamento defeito x
qualidade, isto é somar o que a de melhor em um cão e o
de melhor no outro?
Dois belos mastinos sempre fazem, belos filhotes?
Um belo Martino e um mastino razoável o mesmo ruim,
poderão fazer belos mastinos?
É verdade que cães consangüíneos transmitem mais
suas características?
O que é melhor a “meia cruza” ou a inseminação?
Quantos cruzamentos são necessários para emprenhar
cadelas?
Quanto mais cruzamentos, mais filhotes?
Quantos mastinos de peso cruzam literalmente sozinhos
hoje no Brasil?
Os nossos cães estão perdendo sua capacidade de
reproduzir sozinhos, como desde os primórdios tempos,
a
natureza se encarregava de tudo?
Porquê a inseminação artificial em cães, com sêmen
congelado caminha a passos tão pequenos no Brasil?
Porquê cadelas ditas absurdas tem dificuldade em
reproduzir (salvo é claro algumas exceções)?
Até que ponto o exame de progesterona e a citologia
vaginal, são eficazes para se detectar o melhor momento
de fertilidade?
Qual o dia ideal para o cruzamento, isto é quantos
dias de sangramento da cadela, estará ovulando?
Quando a cadela “dobra o rabo” ela esta ovulando?
É verdade que trazer sêmen congelado de cão em
avião, corre-se o risco o sêmen perder a fertilidade?
O estress de uma longa viagem de avião pode
atrapalhar o cio da cadela, evitando sua prenhes?
Em cruzamento de vários machos com uma mesma cadela,
podem nascer filhotes de mais de um pai?
A CBKC reconhece DNA?
A CBKC reconhece em uma mesma ninhada pais
diferentes?
A CBKC reconhece sêmen congelado?
Caros amigos criadores, quero que passem suas
experiências, sobre reprodução nesta página, ela ficará
aberta, a todos
que queira dar uma palavra sobre algum
dos tópico acima, ou sobre reprodução canina. Os
comentários serão mostrados
na integra nesta página,
ficando os autores responsáveis pelos dizeres.
Um abraço, a todos Guilherme Junqueira.
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02 de julho de 2.001
-
Entrevista número 04
Espaço destinado a entrevistas ou opiniões de criadores
ou amantes da raça, com espaço
livre para abordarem
qualquer tema .
Tudo o quer for respondido será de única e inteira responsabilidade
do entrevistado.
Entrevistado, Júnior,
Foz do Iguaçu - PR, Criador proprietário do Canil Della
Foppa
1 - Quando e porquê começou a criar Mastino Napoletano?
R- Comecei a criar mastino a uns 4 anos ,que me
chamou atenção foi seu tamanho avantajado seu carinho ,
amor para com o dono e crianças .
2- Qual a(s) diferença(s),
que você vê nos Mastinos em relação a outros cães?
R - O mastino é muito diferente traz uma historia
milenar , seu amor para quem convive com ele é D+,seu
posicionamento em função guarda é perfeito, quase não
late raramente o faz. Mas se o intruso vier a entrar
com certeza não sairá sem danos; somente quem convive
com o mastino sabe que são inúmeras suas qualidades.
3 - Você que esta tão
próximo ao Paraguai, como anda a criação por lá, o que
você tem visto em destaque nos nossos países vizinhos?
R- Como nos buscamos cada dia mais informações
nossos vizinhos também . Com a internet as distâncias
ficaram muito curtas com isso , o aperfeiçoamento e
investimento na raça pelos amigos latinos cada dia é
maior.
4 - Descreva o seu plantel,
para que os criadores, possam saber o quanto a criação
esta crescendo por aí.
R- hoje estamos trabalhando com Petrina di
Graziano(melhor mastino Ranking Paraguay 2000),
Anastacia di Eracleia (filha de Barone del
Castellaccio), Rebecca Dellanima(filha de Bruno montes
de
Calabria)e mais 3 filhotes , um macho com 6 meses e
pesando mais de 60 kg ,outra com 3 meses e
pesando 39 kg
todos com uma ótima estrutura nada de achinelamento,
muita tipicidade, uma boa ossatura.Todos exemplares
contam com ótimas linhas de sangue e grandes aberrações
em seus
Pedigree , cães que fizeram e fazem historia
pelo mundo mastinaro, esperamos que com todas estas
linhas reunidas possam com a GRAÇA DE DEUS num futuro
próximo ter um mastino ideal.
5 - Você estará presente na
Soman este ano para que os outros criadores possam
conhece-lo, levará
cães?
R- Se Deus quiser estarei por lá . Quanto aos cães
estamos trabalhando para poder representar bem
nosso allevamento.
6 - Como estão os filhotes,
do Urco Del'ania com Petrina di Graziano, dizem que tem
ossatura muito
larga?
R- Graças a Deus estão bem; São ainda filhotes
como tal uma caixinha de surpresa, mas conta com
ossatura muito larga ,ótima estrutura , tipicidade vem
com sobra. ;Fomos muito felizes na ninhada e com certeza
quem adquirir exemplares desta ninhada também.
7 - Quais novidades tem em
termo de alimentação de cães por aí? Haja visto que a
cultura Brasil,
Paraguai e Argentina estão presentes aí
em Foz do Iguaçu?
Aqui trabalhamos quase que exclusivamente com
Eukanuba e Pro Plan e alguns predicados pessoais.
8 - Quais os cães que te
impressionam mais? Qual seu objetivo na criação? Que
características pretende buscar em suas ninhadas?
*Cães que mais me impressionam: -Pepinielo dello
Stradone,Brigante e Barone del Castellaccio,
Nelson San
Basile, Nash San Basile, Neron San Basile,Soberano Villa
Setti , Venus Basilicata,Romana dellanima.....
*Objetivo da minha criação é reproduzir estas
formosas criaturas que Deus o fez , com o maior
aperfeiçoamento possível .
*As características as quais eu busco são: um mastino
com muita ossatura , tipicidade ,boa estrutura estes são
os itens que busco para que se façam presentes em
ninhadas.
9 - Espaço para suas considerações finais, aborde
qualquer tema.
CARO AMIGOS MASTINAROS FAÇAM O MELHOR ,COM AMOR ,
DEDICAÇÃO , NÃO PENSEM EM
SEUS ANIMAIS COMO APENAS UM
OBJETO DE SATISFAÇÃO PESSOAL E SIM COMO UM GRANDE
COMPANHEIRO.UM AMIGO!!!!!
MUITOS FALARÃO SEREM SEUS AMIGOS ,MAS POUCOS SERÃO.
SER AMIGO É SABER QUE OUTRO TAMBEM TEM DEFEITOS,
MAS NÃO APOIA-LOS E SIM
MOSTRAR-LHES A SAÍDA PARA SEUS
ERROS.
FIQUEM NA PAZ E FELICIDADE NA CRIAÇÃO PARA TODOS.
ESPERO PODER TER TE AJUDADO GUILHERME FOI UMA GRANDE
SATISFAÇÃO PODER TE
RESPONDIDO , CASO PRECISAR DE ALGUMA
COISA É SÓ DIZER.
Júnior, grato pela
entrevista, que você possa sempre crescer na sua
criação.
Um abraço, a todos Guilherme
Junqueira.
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05/09/2001
Nerone Villa Setti x Romana Dell'anima

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09 de agosto de 2.001
-
Entrevista número 05
Espaço destinado a entrevistas ou opiniões de criadores
ou amantes da raça, com espaço
livre para abordarem
qualquer tema .
Tudo o quer for respondido será de única e inteira responsabilidade
do entrevistado.
Entrevistado, Enrique
Graziano, São Paulo - SP, Criador proprietário do Canil
Di
Graziano e atual Presidente Da Soman.
1-
Quando, como e porquê
começou a criar Mastino Napoletano?
R- Sou de uma família de Italianos que cresceram numa
região da Itália ( Nápoles ) muito pobre , que sofria a
ameaça de uma grande guerra , e que depois tornou-se a
Segunda Guerra Mundial.
Meus tios trabalhavam na lavoura , e como não tinham
condições de comprarem animais de grande porte para
ajuda-los no trabalho árduo do campo , possuíam alguns
Cane’e Presa que os ajudavam puxando carroças cheias de
verduras e legumes. Serviço este que deveria ser feito
por um boi ou burro.
Nas horas livres , era comum entre todos aqueles
pequenos produtores que se disputasse qual era o melhor
, o mais forte , o mais bonito ,etc...
Assim nasceu em mim um grande amor por aqueles cães que
ajudaram minha família naquela época muito difícil.
Cresci
ouvindo historias de como eram valentes aqueles
cães , de como eram grandes e fieis aos donos , e pouco
a pouco ,
sem saber fui me apaixonando por aqueles cães
, sem mesmo nunca tê-los visto.
Um belo dia , estava eu folheando uma revista cinófila
quando ,meu tio ao meu lado me disse com um ar de
espanto :
Este é o Cane’e Presa , em seu
dialeto Napoletano. Quando vi o nome da raça vi
que se chamava Mastim Napolitano
e daí comecei a contactar os criadores daquela época para informar-me
mais sobre a raça. Passaram-se mais de 25 anos
e
até hoje continuo ouvindo as mesmas historias que
emocionam e quando ditas em família , não é difícil ver
algumas lágrimas caírem sobre o rosto de meus tios.
2-
Em todos estes anos, qual
for sua maior alegria e decepção na criação, se é que é
possível enumerar apenas uma
de cada?
R - Alegria : é só olhar o nível da criação cada vez
melhor. Animais cada vez mais belos em mãos de
particulares.
Decepção : é ver criadores que acham que a raça é só
peso ou ruga. Uns ignorantes totais.
CENSURADA A PERGUNTA 3 NÃO FOI COLOCADA NO AR.
3-
Vamos falar da SOMAN,
entidade a qual preside com entusiasmo e dedicação.
R-
Em que ano a SOMAN foi
fundada? Qual a nova diretoria da SOMAN, quais as
funções de cada um?
Que planos vocês tem para a SOMAN este ano? Qual local, data e juizes da expo
deste ano?
4 – Enrique, sendo você um
criador muito experiente, de vivência em praticamente
todos as grandes criações
italianas, em qual nível esta
a criação no Brasil, comparada a espanhola, francesa e
principalmente a italiana?
R- Em comparação à espanhola e francesa , não estamos
maus. Existe uma vantagem em favor deles pela
proximidade com a Itália , que auxilia muito na compra
de filhotes e principalmente na escolha de reprodutores
para montas
Se falarmos em comparação com a criação Italiana , a
historia já é outra. Estamos com cães mais bem
construídos e harmônicos , mas nos falta um pouco mais
de massa e ossatura.
5-
Como anda o livro que
esta escrevendo sobre o Mastino Napoletano? A publicação
dele será quando?
Muitas pessoas tem curiosidade em
saber se o livro será só teórico, ou se você vai
procurar contar a história da
raça no Brasil, como os
primeiros cães de qualidade importados, como estão os
filhos, netos e bisnetos destes cães,
enfim o livro terá
um cunho de resgate da criação nacional?
R- O livro já esta pronto. Atualmente estou na
fase de revisão , que parece estar escrevendo outro.
Estou tentando
lança-lo no próximo ano , mas dependerá
da editora e das fotos que ainda devo escolher.
Este livro será um misto de teórico , pratica de criação
, etc........ Creio que será um bom livro
6 - Muita gente se
esquece, que você teve um cão campeão mundial, fale
dele.
R- Giunone di Ardea : Um cão muito correto , de
movimentação única. Muito mais que só um campeão. Foi o
Mastino que colocou o Brasil no rol dos Campeões
Mundiais. Embora muitos não saibam , ele tornou o
Brasil mais
conhecido lá fora.
É um cão que na
reprodução corrige todos os defeitos da cadela , mas
necessita que a mesma seja típica.
Eu teria um livro para escrever sobre ele , mas vou
parar por aqui. Quem ainda nunca o viu andar , não
sabe o que é movimentar-se bem e tipicamente
7 – Todos sabem que sua
criação vai de “vento em popa”, procurando unir
tipicidade e principalmente correção,
nos cães, como
estão os planos para este ano? Quais cruzamentos
pretende fazer? Quais linhas de sangue pretende
“misturar”?
R- Este ano pretendo unir duas grandes linhas : Di Ardea
x Paduano. São duas linhas de qualidades fixadas ,
então tentarei colocar o tipo Molossoide e a cabeça do
Paduano na correção e harmonia do Di Ardea.
Pretendo usar um cão novo chamado Mammut , que é filho
de Ovídio Del Castellaccio
( Lothar ) com Cássia
( Artù / Lothar ) , que ainda é um
animal jovem , mas já é portador de uma grande
expressão.
Acredito que com estes cruzamentos , conseguirei me
aproximar de meu tipo ideal.
8 – O cruzamento no
Mastino Napoletano ainda é um tabu, muitos machos não
cruzam com facilidade, muitas fêmeas não aceitam os
machos, quais conselhos você dá aos criadores para ter
em êxito na reprodução dos seus cães?
Inseminação
artificial com sêmen congelado é viável? Qual os
resultados práticos alcançados?
R- Realmente um dos grandes problemas da raça é a reprodução
, mas ainda não existe nada a ser feito , a não ser
zelar por uma boa alimentação e contar com uma ajuda
Divina , já que infelizmente , o sêmen congelado ainda
não
esta completamente viável e seguro.
9- Quais a principais
características físicas e emocionais que admira no
Mastino Napoletano?
R- A principal característica que um Mastino Napoletano
é seu tipo primitivo. Um bom Mastino deve ser
pré-histórico : grande , pesado , cabeçudo e não ser um
bailarino. Quanto as características emocionais , a que
mais me admira é sua
personalidade: Fiel , amigo ,
totalmente previsível e nobre.
9- Cite alguns cães
nacionais e internacionais que te impressionaram.
Rea – Michelle Palazzo
Mosè – Dionizi
Lothar – Paduano
Sara Della Grotta Azzurra – Di Micco
10 - Espaço para abordar
suas considerações finais, aborde qualquer tema.
R- Agradeço , Guilherme , pelo
espaço a mim dedicado. Fica minha colocação a vários
criadores para que estudem
mais a raça , pois a grande
maioria dos criadores estão criando sem sequer terem
lido o padrão da raça. Participar
mais de exposições,
de palestras , de seminários , de clubes especializados
já é um bom começo.
Um grande abraço.
Enrique Graziano.
Enrique, muito grato pela
entrevista, você realmente tem muito a nos ensinar e o
mais importante você compartilha....
Guilherme Junqueira.
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15/10/2001
Bate Papo Mastinaro
Vantagens do sistema.
1ª - O Software é
totalmente grátis.
2ª - Poderemos falar em
reunião ou particularmente, sobre mastinos com
custo de ligação local.
3ª - O Software é em
português.
4ª - Conversaremos on
line, isto é semelhante a transmissão ao vivo,
quando você estiver
conectado a Internet, se
algum mastinaro se conectar a Internet em
qualquer lugar do mundo você
fica sabendo na
hora.
Para baixar Software.
1º - Conecte-se ao site
da uol, que é o seguinte
http://www.uol.com.br/ .
2º - Escolha a opção Com
Vc, que fica na parte de superior do site da Uol.
3º - Clique sobre o
escrito de cor azul " Com VC grátis " .
4º - Siga as instruções
da Uol.
Pronto, você já
baixou e instalou o software, agora passe para a
parte do cadastro. O cadastro
é muito
importante, pois vamos nos localizar por ele !
Cadastramento.
Coloque
os seus dados, tais como, apelido, e-mail, senha
e confirme sua senha.
No campo nome
e sobre nome escreva a
palavra mastinaro.
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20/11/2001
Guilherme e Sodon Dell'anima (18
meses).

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