OS
CINCO SENTIDOS DO CÃO
VISÃO
Embora
este tema tenha sido muito discutido, admite-se atualmente que
os cães têm visão noturna superior à
do homem. Suas células da retina concentram-se mais as
informações luminosas, o que lhes permite ter uma
boa visão crepuscular adaptada á caça noturna.
Os cães percebem muito bem os movimentos à distância,
mas distinguem mal os objetos fixos à mesma distância.
Esse fenômeno também é uma adaptação
à caça a olho nu.
As diferenças entre as raças intervêm no que
se refere ao ângulo de visão e sempre em função
da adaptação em relação ao trabalho
que, supostamente, se proporcionou ao animal. Os cães de
rebanho precisam de um campo de visão largo. Os cães
de caça, para visualisar as presas, precisam de um campo
de visão binocular restrito, concedido por dois olhos situados
na parte anterior da cabeça.
OUVIDO
A
audição do cão. O cão tem uma audição
duas vezes mais fina que a do homem, percebendo freqüências
sonoras até 2,5 vezes superiores às distinguidas
pelo homem. O cão pode ouvir até mesmo os ultra-sons,
o que justifica, por exemplo, o uso do assobio de chamada. Ele
distingue bem os sons entre si. Portanto, ele é capaz de
discernir facilmente as palavras pronunciadas por seu dono, mesmo
que o tom de voz e os gestos devam ser levados em conta.
OLFATO
Um
sentido extremamente desenvolvido. No cão o olfato pode
ser considerado como o sentido número um. Ele serve para
a caça, para fazer o reconhecimento, para a comunicação
entre indivíduos e para indicar suas preferências
alimentares. O cão reconhece mais facilmente seu dono e
sua casa pelo odor do que pela visão. O faro é igualmente
importante para a percepção e a apreciação
dos alimentos. Ele está até mesmo acima do gosto:
se o odor não convier para o animal, ele se recusará
a experimentar.
Comparado ao do homem, o olfato do cão é um milhão
de vezes mais desenvolvido e as células cerebrais ligadas
á decodificação dos odores são quarenta
vezes mais numerosas no cérebro do cão. Essa grande
sensibilidade olfativa também se deve á superfície
do receptor e a mucosa olfativa, que mede 150cm2 no cão
e 3cm2 no homem.
PALADAR
Uma
noção muito relativa. Ele esta estreitamente ligado
à olfação, com a qual se associa para a apreciação
da palatabilidade dos alimentos. As sensações gustativas
estão bem enfraquecidas no cão e ele pode consumir
o mesmo alimento todos os dias se tiver vontade (é o que
é aconselhável).
O sentido do gosto está ligado às papilas gustativas
presentes nas mucosas da língua, do palato e da faringe.
No cão o número destes "captores do gosto"
é cerca de doze vezes menor do que no homem.
TATO
E SENSIBILIDADE
Sensibilidade.
Pode-se agrupar as sensações térmicas, tácteis
e dolorosas percebidas pela pele graças às terminações
nervosas, que formam uma rede muito densa ligada á medula
espinhal e ao cérebro. A distribuição dessas
terminações nervosas é irregular por todo
o corpo.
Quente e frio. A sensação de frio é mais
intensa que a sensação de calor. Em reação
a estas sensações são organizadas respostas
reflexas: ereção dos pelos no frio ou aceleração
da respiração para aumentar a evaporação
da água pela língua no calor.
Tato. O mesmo tipo de rede nervosa existe para o sentido do tato,
concentrado na base dos pelos. Nem todos os pelos apresentam a
mesma sensibilidade. As vibrissas, pelo longos do focinho, dos
supercílios e do queixo, são particularmente providas
de terminações nervosas.