As anomalias mais frequentes nos olhos do Mastino Napoletano são
os Entrópio e o Ectrópio. Ambos influem no globo
ocular e necessitam de intervenção cirúrgica.
O
Entrópio
Esta má formação manifesta-se por uma inversão
para dentro do bordo pálpebral. Pode afetar tanto a pálpebra
superior como inferior. As pestanas ou pelos (a pálpebra
inferior não tem pestanas) em contacto permanente com a
córnea irritam-na provocando um lacrimejar constante
O Entrópio pode ser congénito, ou adquirido (mais
raro). O Entrópio congénito encontra-se em muitas
raças, tendo em conta o caracter racial bem marcado desta
doença, atribui-se-lhe uma origem possivelmente genética.
Sintomas |
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Epífora ( Lacrimejamento ) |
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Blefaroespasmo ( contracção da pálpebra
) |
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Inversão do bordo pálpebral |
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Todas as consequências ao nível da conjuntiva
e da córnea ligadas à irritação:
conjuntivite e vermelhão |
Em Qualquer caso, o diagnóstico diferencial do Entrópio
reflexo torna-se difícil de estabelecer. Na verdade, é
sempre delicado determinar o processo primitivo que deu origem
ao Entrópio: lesão da conjuntiva ou córnea
ou então inversão da pálpebra, podendo as
primeiras ser consequência da segunda ou vice-versa.
Intervenções cirúrgicas
O Entrópio apenas pode ser corrigido pela cirurgia. Todas
as técnicas que têm sido aperfeiçoadas são
no sentido de corrigir a inversão pálpebral a fim
de evitar traumatismos causados à conjuntiva e córnea
pelas pestanas e pêlos.
Existem dois métodos de cirurgia, o método "suave"
que se aplica, especialmente a cães muito jovens, pois
pode-se esperar que a tensão da pele melhore durante o
crescimento e desapareça a anomalia.
Neste caso, procede-se à aplicação de pontos
de sutura intrapálpebrais para manter o bordo do olho afastado
da córnea. Esta intervenção costuma ser feita
com anestesia local.
O método "forte" consiste em recortar pedaços
de pele e depois esticar a pálpebra com vários pontos
de sutura para colocar de novo no seu lugar. É realizada
forçosamente com anestesia geral. Nos casos mais graves,
torna-se indispensável fazer várias correções
sucessivas que necessitam de outras intervenções
cirúrgicas.
Se tudo correr bem, ao fim de duas semanas verifica-se a regressão
total dos sintomas. Durante a fase de cicatrizarão, deve
por ao cão um colar isabelino para evitar que se magoe
quando se coça.
O Ectrópio
É a má formação inversa do Entrópio.
O bordo pálpebral, voltado para o exterior deixa de proteger
a conjuntiva, o Ectrópio apenas afecta a pálpebra
inferior. Pode ser congénito e muito raramente adquirido,
quando é adquirido é por consequência de uma
correcção numa intervenção cirúrgica
de Entrópio .
O entrópio pode ser congênito, reflexo ou adquirido
É a má formação inversa do Entrópio.
O bordo pálpebral, voltado para o exterior deixa de proteger
a conjuntiva, o Ectrópio apenas afecta a pálpebra
inferior. Pode ser congénito e muito raramente adquirido,
quando é adquirido é por consequência de uma
correcção numa intervenção cirúrgica
de Entrópio .
O Ectrópio congénito observa-se principalmente em
raças de peles frouxas como é, mas não deveria
ser no nosso São Bernardo, além do característico
olho triste, os sintomas clínicos são um lacrimejar
unido ao facto da pálpebra inferior não chegar a
reter a película lacrimal e o vermelhão da conjuntiva
que é consequência da exposição ao
vento e pó.
O tratamento
A intervenção cirúrgica só se impõe
realmente em caso de afecção grave. A maioria dos
animais acostuma-se a viver com um ligeiro entrópio. A
intervenção cirúrgica é realizada
com anestesia geral e consiste em elevar a pálpebra inferior
por diversos processos. As suturas de baixo calibre, frágeis,
devem ficar protegidas durante o tempo de cicatrização.
Nos casos complicados que podem existir no São Bernardo,
por ter a forma de olho romboidal, a correção pode
tornar-se particularmente difícil de realizar.