Alimentação


O Fuba na dieta canina

Embora não seja um nutriente completo, o fubá - importante fonte de energia - pode ser incluído na dieta alimentar do cão, como um complemento da quantidade diária de calorias de que ele necessita para desenvolver-se saudavelmente.

A administração exclusiva deste alimento - derivado da farinha de milho ou de arroz - ao contrário do que pensam alguns criadores, é inadequada e prejudicial à sua saúde, devendo fazer parte da rotina alimentar apenas como um dos seus componentes.

Animais que só se alimentam com fubá podem apresentar uma carência de vitamina B3 (niacina), responsável pelo aparecimento de estomatite necrótica, uma inflamação da membrana mucosa da boca.
Uma outra desvantagem séria deste alimento em relação ao arroz polido é que os índices de lisina e triptofano - dois dos dez aminoácidos essenciais à saúde dos cães - são baixos. A carência destes compostos orgânicos pode provocar deste alterações no processo de crescimento do animal, como até mesmo a morte.

Embora a porcentagem de lipídios (importantes geradores de energia) na composição do fubá seja mais baixa do que a da carne magra do boi, ele tem uma ligeira vantagem sobre o arroz polido: seu teor de proteínas e gorduras é um pouco mais elevado.

Já as proporções de cálcio e fósforo - elementos essenciais para que ocorra o adequado metabolismo ósseo - embora não sejam as ideais, superam as encontradas na carne e no arroz. Por apresentar maior quantidade de fósforo do que de cálcio, a ingestão exclusiva do fubá pode gerar um desequilíbrio prejudicial ao organismo, ocasionando, basicamente, dois distúrbios: o raquitismo - doença que ataca o filhote e que se manifesta por alterações e deformidades no esqueleto; e a osteoporose, ou aumento anormal da porosidade dos ossos, acarretando uma fragilidade óssea.

Produzido a partir de grãos de milho, este alimento pode ser fino ou grosso, amarelo ou branco. O fubá amarelo tem um valor nutritivo mais alto do que o branco, já que apresenta, em sua composição, maior quantidade de caroteno, um pigmento que, no organismo, transforma-se em vitamina A.

Para que não haja sua má absorção, com os conseqüentes quadros de diarréia, é importante que o fubá, principalmente o grosso, seja muito bem cozido. A farinha de milho também pode ser utilizada na alimentação dos cães, com a vantagem de que o cozimento é mais rápido, pois o produto é previamente torrado.
Na tabela abaixo, há duas colunas com as porcentagens ideais para o preparo de uma ração, utilizando o fubá e outros alimentos. Os ingredientes devem ser misturados nas proporções indicadas.