Reprodução


Gestação

O diagnóstico de gestação

A fecundação de um óvulo por um espermatozóide resulta na formação de um ovo que deve migrar e sofrer algumas divisões antes de se implantar na mucosa uterina. Esta nidação na cadela só intervém em média 17 dias depois da fecundação e resulta na formação de vesículas embrionárias que só podem ser detectadas por ecografia a partir da terceira semana (no mínimo ao 18º dia). A partir da terceira semana, uma palpação transabdominal minuciosa pode às vezes detectar um útero em rosário, desde que a cadela não esteja muito gorda e que a alça abdomial esteja distendida. Entre a quinta e a sexta semana de gestação, o diâmetro do útero atinge um tamanho e uma alça intestinal. Torna-se portanto difícil durante este período distinguir por este método um útero grávido de uma alça intestinal contendo fezes endurecidas.

A radiografia só se torna interessante no final da gestação quando o esqueleto dos fetos estão calcificados e portanto rádio-opaco aos raios-X (a partir do 45º dia). As outras técnicas que pesquisam as mudanças de comportamento, os batimentos cardíacos dos fetos por auscultação (audíveis em algumas cadelas nas duas últimas semanas), as modificações sangüíneas (velocidade de sedimentação, hematócrito) ou ainda o desenvolvimento mamário são muito tardias ou muito aleatórias para serem utilizadas de forma confiável.

Atualmente, o diagnóstico da gestação mais precoce é portanto o da ecografia. Esta permite enviar o certificado de cruzamento à SC no prazo de quatro semanas com a certeza quanto à gestação.

CRONOLOGIA DAS OBSERVAÇÕES PRÉ-NATAIS
Técnica permitindo a gestação
Número de dias depois da fecundação
Observações (raça de tamanho médio)
Ecografia
18
22
28
30 a 35
43
47
45
Vesículas embrionáriasEmbriões visíveisBatimentos cardíacos Diferenciação cabeça e troncoVértebrasCrânio e costelasInício da minerilisação dos ossos (crânio, coluna vertebral e coste lãs)
Radiologia
50
54
56
Úmero, fêmurRadio, tíbiaBacia


O desenvolvimento da gestação

A duração da gestação na cadela pode variar de 58 a 68 dias (em média 63 dias), estando as variações observadas entre as cadelas associadas à diferença entre data de cruzamento e a data real de fecundação. Com efeito, os espermatozóides podem subsistir até cinco dias nas vias genitais femininas antes que os óvulos sejam fecundados.

Após a fecundação, os ovos se transformam em embriões que migram dos ovidutos em direção ao útero e se espalham uniformemente nos dois cornos uterinos. A nidação, ou seja, a implantação do embrião na mucosa uterina, só se efetua entre o 17º e o 19º dia depois da fecundação, sendo impossível um diagnóstico de gestação por esta técnica antes dessa data.

A transformação do embrião em feto e depois o crescimento fetal, são permitidos pelo fornecimento de nutrientes através da placenta e a existência de anexos (ânion e alantóide) que envolvem e protegem o feto. O crescimento dos fetos só se torna externamente visível durante a segunda metade da gestação.