Reprodução

Patologia da reprodução

Pseudogestação e lactação nervosa


Estas afecções não que são observadas com maior freqüência no estado selvagem do que nas fêmeas domésticas, nas quais ela retrocede espontaneamente em algumas semanas em ausência de tratamento sem deixar geralmente nenhuma seqüela.

As cadelas afetadas por "gravidez nervosa" apresentam todos os sintomas e as variações hormonais que acompanham uma gestação verdadeira sem no entanto estarem grávidas. Isto complica ainda mais o diagnóstico de gestação na cadela, pois se torna impossível basear-se nas mudanças de comportamento (tendência a juntar diversos objetos para construir o seu ninho), de corpulência ou até mesmo de aparecimento de leite para afirmar que uma cadela está em gestação ou em pseudogestação.

Ainda não se conhece a causa exata destas perturbações que tendem a recidivar a cada ciclo sexual. Elas raramente afetam as cadelas de criação e atingindo preferencialmente as cadelas de particulares, que apresentam uma submissão e um apego excessivo aos seus donos freqüente. Contudo, a pseudo-gestação não parece ser um desejo insatisfeito de gestação, uma vez que uma gestação não impede as recidivas.

Mais do que a pseudo-gestação, é freqüentemente a lactação nervosa que leva a consultas em consultórios veterinários. A cadela está excitada e lambe constantemente as suas mamas cheias de leite. Esta lambedura mantém a lactação por um mecanismo neurohormonal idêntico ao reflexo de amamentação.

O tratamento destas lactações de pseudo-gestação consiste na administração local de medicamentos anti-prolactina completada por uma restrição da ingestão de água e aplicação local de pomadas adstringentes nas mamas. No momento desta aplicação, o proprietário não deve massagear as mamas e também deve tentar impedir que a sua cadela se lamba (uso de colar de Elisabeth) para evitar manter o "círculo vicioso" de estimulação da lactação.

A ovarioectomia (retirada dos ovários) representa a única prevenção definitiva das recidivas.

As metrites

As metrites são infecções uterinas que geralmente só afetam as cadelas durante um período bem preciso do seu ciclo sexual. A contaminação do útero pela ascensão de um germe patogênico é mais freqüente quando o colo está aberto, seja durante o estro ou depois do parto. Algumas metrites aparecem dentro de um a dois meses depois de um tratamento hormonal estrogênico visando impedir a nidação depois de uma gestação mal sucedida.

Quando ocorre fechamento do colo do útero e impregnação por progesterona (proestro), estas metrites podem se agravar pelo acúmulo de pus no útero, chamado "piometra".