Vacinação e Vermifugação

VACINAS


FALHAS VACINAIS

Há muito se discute o que seria mais eficiente ou como evitar certas doenças infecto-contagiosas de maneira a se correr o menor risco possível quando da prática das vacinações em nossos animais de estimação. Será o problema dos nossos laboratórios produtores? Será devido à exposição ao vírus durante a aplicação? Estaria incubando?
Tentarei objetivamente abordar as principais causas das falhas nas respostas vacinais.
Toda vez que injetamos uma vacina esperamos que a mesma produza resposta imune rápida e eficiente, sem efeitos colaterais e com custos razoáveis, esperando que mesmo após a exposição à doença, nosso animal responda positivamente a agressão, porém, infelizmente nem sempre é o que ocorre.
Se colocássemos efetivamente dentro de um gráfico como se comportaria uma determinada população perante a resposta imune observaríamos o seguinte:

A - Alguns animais produzem baixíssima resposta imune, conseqüentemente eles não estão devidamente protegidos;

B - A maioria dos animais produzem uma resposta imune adequadamente razoável;

C - Estes poucos privilegiados produzem uma boa resposta imune, mesmo agredidos por um determinado vírus, respondem com uma satisfatória performance não apresentando nenhum sintoma;

Observando-se ai que realmente o processo de imunização é extremamente dependente da imunocompetência individual, isto é, existem receptores em quantidades para formação de anticorpos de alta qualidade em determinados animais sendo que o mesmo não ocorre em outros.

FATORES DE FALHAS IMUNITÁRIAS

Muitos podem ser fatores que levam a uma falha imunitária. Abaixo podemos citar alguns:

1) FATORES DEPENDENTES DO ANIMAL

A - Imuno-deficiências adquiridas e hereditárias (fator este de suma importância na seleção de matrizes para formação de uma "raça forte")

B - Interferência de anticorpos maternos. Anticorpos maternos se mantêm por muitos dias mesmo após o desmame, interferindo e neutralizando a multiplicação das "vacinas" no inicio do processo vacinal.

C - Idade: o sistema imunológico não reage adequadamente quando o animal é muito filhote ou muito velho.

D - Gestação: ainda é muito discutível, mas, vacinas do tipo vírus vivo modificado podem trazer problemas fetais.

E - Medicamentos imunossupressores (os que diminuem a imunidade) são prejudiciais ao animal durante o processo vacinal: os corticóides, alguns tipos de vermífugos, etc.

F - Temperatura do animal: temos de tomar como base a temperatura normal do animal, pois a temperatura alta poderá inibir a resposta vacinal.

G - Período de incubação das doenças: muitas vezes um animal aparentemente sadio já foi infectado pelo vírus apresenta sintomatologia alguns dias após a vacinação.

H - Parasitose e estado nutricional: que muito interfere na resposta vacinal.


2) FATORES INERENTES À VACINA

A - Produção: conhecer os antecedentes do laboratório produtor de determinadas vacinas é muito importante.

B - Armazenagem e manuseio: importantíssimo conservar vacinas na temperatura de 2 a 8ºC, ao abrigo da luz e evitar umidade excessiva.

C - Uso de soros hiperimunes: o uso de soros hiperimunes terá que anteceder no mínimo 15 dias da vacinação.

D - Uso inadequado de desinfetantes: não é recomendado a esterilização de seringas e agulhas com desinfetantes, pois resíduos dos mesmos poderão inativar a vacina.
Por exemplo: O uso do álcool na assepsia da pele antes da vacinação tem sido causa da inativação da "vacina".

E - Interferência entre vacinas: vacinas aplicadas com intervalos inadequados entre tipos diferentes, poderão ter um defeito de bloqueio da primeira para a segunda e assim por diante.

ATENÇÃO

Situações causadas por epidemias favorecem o aparecimento de cães vacinados, portadores de doenças infecto-contagiosas, isso provavelmente devido à potência do vírus de rua em relação à sua própria imunidade. Por isso devemos tomar todo cuidado em não expor nossos animais quando o aparecimento de surtos, justamente quando esses surtos estão sendo combatidos por meio de vacinação.
O fator onde o vírus usa como local para sua multiplicação é muito importante para se avaliar a eficácia da vacina. Por exemplo, no que se refere a Coronavirose, o vírus se multiplica nas criptas intestinais, sem disseminação sanguínea, conseqüentemente este vírus produz uma resposta imunitária não muito forte, necessitando doses sucessivas para obter-se uma relativa resposta positiva.
Vacinas produzidas à partir de bactérias (bacterinas) também não são fortes produtoras de anticorpos, como por exemplo às Leptospiroses. Aconselhamos para uma melhor imunidade, vacinações semestrais contra os Leptospiros.

OBSERVAÇÕES:

A - Dispomos no mercado de produtos de alta qualidade, não necessitando portanto de importarmos vacinas para imunização de nossos animais; correndo o risco aí de recebermos produtos de excelente qualidade, porém de duvidosa maneira de conservação durante o percurso, o que, com freqüência nós observamos. Oscilações constantes de temperatura afetam diretamente a qualidade da vacina.

B - Não existem esquemas miraculosos e perfeitos, porém, devemos nos ater às datas e freqüências vacinais de acordo com a própria incidência das doenças em nosso meio.

C - Vacinação e em seguida desvermifugação é um procedimento de risco. Observar espaçamentos regulamentares.

D - Devido à grande incidência de certas doenças de acordo com regiões, condições climáticas. Por exemplo, no sul, devido à condições de umidade e frio, observamos a Cinomose como "estigma". Para isso recomendamos que o ciclo vacinal seja de no mínimo 4 doses à partir da 7ª ou 8ª semana com intervalos de 20 dias e reforços de preferência à cada 8 meses (esquema este usado em alguns países de primeiro mundo).

E - A configuração diagnóstica definitiva fica difícil em certas patologias como Parvovirose com Coronavirose e verminoses, não existindo praticamente condições clínicas de diferenciá-las; Cinomose em relação a Hepatite infecciosas e certas doenças neurológicas também são confundíveis.

F - Quando se usar vacinas para controlar doença em uma determinada população devemos ter o conceito de imunidade coletiva e não somente individual. Esta imunidade generalizada ou populacional é a resistência da doença de um grupo inteiro de animais, conferida pela presença de uma proporção de animais imunes naquele corpo. Isto quer dizer, se vacinássemos com uma proporção de aproximadamente 70% dos cães (que é uma proporção quase inviável) de uma população, certamente quase não teríamos doenças infecto-contagiosas.
· Dr. Marcelus Natal Sanson

 


VACINAÇÃO FLORENZA

Uso o seguinte esquema:

Vacina Octupla aos 45, 70, 95 e 120 dias de vida do animal, isto é com intervalo de 25 em 25 dias, depois faço um reforço anual de 11 em 11 meses (pois a vacina demora cerca de 30 dias depois de aplicada para imunizar o cão).

Raiva - vacino aos 5 meses e um reforço de 11 em 11 meses. Não uso a vacina contra raiva misturada a outras vacinas. Aplico só a raiva e depois a octupla (isto é octupla sem raiva junto, vacinas separadas)



VERMIFUGAÇÃO

Vermifugação Florenza

Faço o seguinte:

. Em filhotes, aos quinze dias de vida faço a primeira dose com vermífugos líquidos e não comprimidos (atenção pese o cão para precisar corretamente a dosagem), repito aos 30 dias com a mesma marca de vermífugo que usei anteriormente.

Com 60 e 75 dias de vida vermífugo novamente com outra marca de vermífugo diferente das primeiras vermifugações.
Depois faço de 90 em 90 dias sempre alternando a marca dos vermífugos.

Se os cães ficarem em locais que tenham areia ou terra, pode-se diminuir o intervalo das vermifugações.

Vermífugo as cadelas 15/30 dias antes da provável data do início do cio.

Se os cãe principalmente filhotes tem catarro nas fezes, pode significar Giárdia, faço uma vermifugação com produtos específicos existes no mercado.

 



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