Este é um pequeno resumo, da origem do Mastim e história
da raça. Na Itália é conhecido como Mastino Napoletano,
aqui traduzindo para o nosso idioma o trataremos de Mastim Napolitano,
como nos Estados Unidos o tratam dea Neopolitan Mastiff, na França
de Mastim a Nâmples, na Espanha de Mastín Napolitano.
Todos
os grandes entendidos em matéria de Mastim, como queiram, sabem
sobepojamente das divergências teorias a respeito de sua origem
. Muito já foi escrito a fim de se provar qual dos animais
é de procedência mais antiga, o Mastiff ou o Mastim.
Constata-se que em 1.946, durante exposição canina na
esplendorosa cidade de Nápoles, juízes e espectadores
quedaram abismados com a aparição de oito imponentíssimos
Mastins Napolitanos. Com o aparecimento daquelas singulares figuras
constituía grande novidade, houve um grande reboliço
entre elas . Apesar de o fato constituir novidade no momento, os cinófilos
ficaram sabendo que a existência destes belos exemplares não
era tanta novidade assim, uma vez que representantes daquela raça
de há muito abundavam pelas pragas napolitanas. Estes cães
seriam chamados então de Mastins, também conhecidos
como Molossos Italianos, constando como sendo de existência
assaz remota. Para alguns entendidos, eles poderiam ser até
descendentes diretos dos Molossos tão apreciados pelos gregos
e pelos romanos. Poderiam também ser descendentes dos Molosssos
Romanos cruzados com os combativos cães bretões, que
os romanos teriam apanhado em suas andanças . Além destas
probabilidades, há de se considerar que estes possam ter sido
transportados pelos Fenícios até as costas da Itália,
isto em tempos remotíssimos. Dentro desta hipótese,
prevalecem as teorias que dizem que os Mastins sejam mais velhos que
os Mastiffs.
Assim,
o Mastim teria primeiramente se espalhado pela região onde
fica a Itália para depois ser exportado para a Ilha Britânica.
Em todo o caso, no que concerne á origem propriamente dita,
qualquer que seja a hipótese aventada, temos que procurar a
origem do Mastim do Tibet. Por outro lado, existem certos especialistas
que defendem a hipótese de este animal ser proveniente da Europa
mesmo e que esta raça antiga que é mencionada seja uma
outra. Para reforçar a hipótese da origem do Mastim
da Itália, existe uma descrição feita por um
indivíduo de nome Columella, onde ele atesta a existência
de um animal dotado das características do Mastim de uma roupagem
completamente escura.
Além
deste animal de coloração preta, existia também
um outro de coloração branca. A respeito da cor deste
animal de pelagem escura, diz o escritor que durante o dia o elemento
inspirava medo ao eventual ladrão e a noite o cão podia
agir despercebidamente sem que nenhum atacante pude-se pressentir
sua presença, confundindo-o com a escuridão. A história
do aparecimento do Mastim nos leva de volta a muitos séculos
antes da vinda de Cristo. Os egípcios nutriam grande admiração
por este tipo de animal. Alexandre o Grande e mais tarde Xeres foram
proprietários de Mastins. Mais uma vez citando os conhecidos
Fenícios, estes em suas maratonas marítimas transportaram
muitos destes animais também para a Pérsia, Assíria,
Índia e Himalaia. Mais tarde, os romanos simpatizaram com este
elementos e passaram a utiliza-los nas arenas para participarem de
sangrentos combates com leões ou mesmo para trucidar cristãos.
Aproximadamente entre o período de 200 A.C. até 400
anos mais tarde, este animal passou a ser denominado de Molasser.
Este animal, além de servir na função acima citada,
também era utilizado em lutas contra outros Mastins e foram
por longos anos utilizados nas guerras.Muitos foram os imperadores
que tiveram um deste elementos junto a eles durante as suas campanhas
guerreiras. Este cão era devidamente treinado e ensinado a
dar combate a guerreiros, de tal forma que, quando ele atacava uma
divisão inimiga, espalhava o terror e a destruição.
Além de possuir todo aquele corpo avantajado e pesado, costumavam
colocar-lhes coleiras com pontas de ferro para ferir os inimigos.
Inúmeras condecorações foram concedidas a família
Mastim ao longo dos séculos. Entre várias batalhas em
que este animal foi empregado, temos a citar por exemplo a invasão
da Helvetia pela legiões romanas. Uma delas teria ocorrido
por volta de um século A.C. A segunda guerra em que também
participou este animal foi alguns séculos D.C. É evidente
que neste ínterim ele participou de muitas outras batalhas.
Não
é fácil chegar-se a uma conclusão a respeito
dos verdadeiros caminhos trilhados pelo Mastim Napolitano até
assumir as formas e a estabilidade de que ele desfruta em nossos dias.